"Não é possível ter o controle oligopolista da mídia", diz Dilma Rousseff
Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a presidente afastada Dilma Rousseff destacou ser a favor da liberdade de imprensa, mas se mostrou contrária à concentração da mídia no país.
Atualizado em 30/05/2016 às 09:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Bergamo, da Folha de S.Paulo , a presidente afastada destacou ser a favor da liberdade de imprensa, mas se mostrou contrária à concentração da mídia no país.
Crédito:Agência Brasil Dilma defende regulação da mídia em entrevista à "Folha"
"Estamos falando de regulação econômica, de restrição [à concentração], porque isso levará a uma maior democratização. É inexorável. Não é possível ter o controle oligopolista da mídia. Só isso", declarou.
Durante a conversa com a jornalista no Palácio da Alvorada, Dilma criticou o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao afirmar que ele "é a pessoa central do governo [Michel] Temer".
A presidente afastada disse também que Temer terá que "se ajoelhar" diante dos termos impostos pelo político. "Cunha não só manda, ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha", ponderou.
Para ela, as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com líderes do PMDB, como o senador e ex-ministro Romero Jucá (RR), indicam que a causa real para seu impeachment era a tentativa de impedir a continuação da Lava-Jato.
Dilma também disse acreditar que deverá retornar à Presidência. "Nós podemos reverter isso. Vários senadores, quando votaram pela admissibilidade, disseram que não estavam declarando [posição] pelo mérito [das acusações]. Então eu acredito".
Crédito:Agência Brasil Dilma defende regulação da mídia em entrevista à "Folha"
"Estamos falando de regulação econômica, de restrição [à concentração], porque isso levará a uma maior democratização. É inexorável. Não é possível ter o controle oligopolista da mídia. Só isso", declarou.
Durante a conversa com a jornalista no Palácio da Alvorada, Dilma criticou o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao afirmar que ele "é a pessoa central do governo [Michel] Temer".
A presidente afastada disse também que Temer terá que "se ajoelhar" diante dos termos impostos pelo político. "Cunha não só manda, ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha", ponderou.
Para ela, as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com líderes do PMDB, como o senador e ex-ministro Romero Jucá (RR), indicam que a causa real para seu impeachment era a tentativa de impedir a continuação da Lava-Jato.
Dilma também disse acreditar que deverá retornar à Presidência. "Nós podemos reverter isso. Vários senadores, quando votaram pela admissibilidade, disseram que não estavam declarando [posição] pelo mérito [das acusações]. Então eu acredito".





