"Não é possível combater as rádios piratas paraguaias", diz presidente da Conatel

"Não é possível combater as rádios piratas paraguaias", diz presidente da Conatel

Atualizado em 02/03/2009 às 14:03, por Redação Portal IMPRENSA.

O presidente da Conatel (Agência paraguaia de telecomunicações similar à brasileira Anatel) declarou ser impossível combater as rádios píratas do território do Paraguay. "É um inferno tudo isso e creio ser impossível prometer que podemos combater", afirmou Jorge Seall Sasiain ao falar sobre a proliferação das rádios piratas no País.

Mesmo não sendo possível determinar com exatidão a quantidade de rádios ilegais, estimasse que existam cerca de 1300 que nascem sob o disfarce de rádios comunitárias. Legalizadas e devidamente cadastradas na Conatel, apenas 97 rádios em todo o País.

"Necessitamos de um exército para poder controlá-las", admitiu Seall. De acordo com informações do site paraguaio ABC Digital, o presidente foi sincero em admitir a impossibilidade de combate da disseminação de rádios piratas. O anúncio foi feito após seguidos protestos de associações que reúnem os donos das rádios legalizadas.

Um dos motivos para Seall revelar a falta de capacidade de fiscalização, está na ausência de recursos para realizar as intervenções. À isso se soma o avanço tecnológico que barateou o custo de abertura de rádios. "Antes era preciso US$ 20 mil, US$ 50 mil para comprar os equipamentos, mas hoje tudo está mais barato. Hoje você confisca os equipamentos e amanhã comprarão tudo de novo", explica o presidente da Conatel.

Sobre o dado da quantidade de rádios piratas, a Conatel, oficialmente, não informa os números exatos, tem apenas um valor aproximado elaborado por engenheiros e pessoas que estão vinculadas ao setor.

De acordo com Seall, a intenção é legalizar as rádios que operam fora da lei, mas a estimativa é ambiciosa de mais.

Foto: Divulgação

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