“Não dá para ficar sempre atrás da audiência fácil”, diz editor do BuzzFeed
Após abandonar o mais lido site de notícias políticas de Washington, o Politico.com, Ben Smith se tornou editor-chefe do BuzzFeed, site
Atualizado em 18/10/2013 às 15:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Após abandonar o mais lido site de notícias políticas de Washington, o , Ben Smith se tornou editor-chefe do , site conhecido por publicar diversos tipos de listas. Em menos de dois anos na posição, ele transformou a página em campeã de conteúdo viral.
Crédito:Reprodução Versão em português focará em temas interessantes ao internauta brasileiro
Nesta sexta-feira (18/10), o BuzzFeed ganhou versão em português. Em entrevista à Folha de S.Paulo , o jornalista falou sobre a inexistência de fórmulas para criar conteúdo viral, "infotenimento" e a necessidade de uma publicidade melhor na internet.
Para Smith, os brasileiros estão à frente dos americanos na maneira como usam a web. Ele diz que “é quase uma versão idealizada”, já que os internautas “compartilham tudo”, têm uma cultura de agregação e passam mais tempo na rede do que os usuários dos EUA.
“Nas redes brasileiras, compartilham-se fotos sensuais, algo que não ocorre nos EUA, onde somos mais puritanos”, explica. “No Brasil, teremos que abordar mais sexo do que aqui.”
De acordo com o profissional, vários editores e repórteres veteranos se sentem desconfortáveis com as listas de gatinhos ou de humor que o site divulga. “É só você gastar algum tempo nas redes sociais para ver que o mesmo leitor de política e de relações internacionais passa um tempo enorme vendo vídeos tontos e lendo tudo quanto é obituário”, critica. “Alta cultura e baixa cultura, assuntos sérios e entretenimento, são compartilhados sem pudor na rede. É o ‘infotenimento’!”
Smith defende que a publicidade na internet precisa melhorar. Segundo ele, os usuários odeiam “coisas saltando na tela” ou vídeos irritantes antes do conteúdo. “Os anúncios precisam ser melhores do que o conteúdo, tem gente que compra a Vogue ou vê o Super Bowl só para ver as propagandas, incríveis. Falta levar a tradição "Mad Men", da grande publicidade, à internet.”
O jornalista diz ainda que “não dá para ficar sempre atrás da audiência fácil”. “Não há forma de viralizar conteúdo. Se formos escrever sobre o que as pessoas já estão procurando, quando publicarmos será velho. Prefiro pautar a ser pautado.”
Crédito:Reprodução Versão em português focará em temas interessantes ao internauta brasileiro
Nesta sexta-feira (18/10), o BuzzFeed ganhou versão em português. Em entrevista à Folha de S.Paulo , o jornalista falou sobre a inexistência de fórmulas para criar conteúdo viral, "infotenimento" e a necessidade de uma publicidade melhor na internet.
Para Smith, os brasileiros estão à frente dos americanos na maneira como usam a web. Ele diz que “é quase uma versão idealizada”, já que os internautas “compartilham tudo”, têm uma cultura de agregação e passam mais tempo na rede do que os usuários dos EUA.
“Nas redes brasileiras, compartilham-se fotos sensuais, algo que não ocorre nos EUA, onde somos mais puritanos”, explica. “No Brasil, teremos que abordar mais sexo do que aqui.”
De acordo com o profissional, vários editores e repórteres veteranos se sentem desconfortáveis com as listas de gatinhos ou de humor que o site divulga. “É só você gastar algum tempo nas redes sociais para ver que o mesmo leitor de política e de relações internacionais passa um tempo enorme vendo vídeos tontos e lendo tudo quanto é obituário”, critica. “Alta cultura e baixa cultura, assuntos sérios e entretenimento, são compartilhados sem pudor na rede. É o ‘infotenimento’!”
Smith defende que a publicidade na internet precisa melhorar. Segundo ele, os usuários odeiam “coisas saltando na tela” ou vídeos irritantes antes do conteúdo. “Os anúncios precisam ser melhores do que o conteúdo, tem gente que compra a Vogue ou vê o Super Bowl só para ver as propagandas, incríveis. Falta levar a tradição "Mad Men", da grande publicidade, à internet.”
O jornalista diz ainda que “não dá para ficar sempre atrás da audiência fácil”. “Não há forma de viralizar conteúdo. Se formos escrever sobre o que as pessoas já estão procurando, quando publicarmos será velho. Prefiro pautar a ser pautado.”





