Na ONU, jornalistas pedem apoio no combate à violência contra a imprensa
Jornalistas de vários países pediram, na última quarta-feira (17/7), ao Conselho de Segurança da ONU medidas para combater os assassinatos de profissionais da categoria no mundo.
Crédito:Divulgação Jornalista falou sobre os perigos que os jornalista correm ao trabalhar em todo o mundo
Segundo o Terra, este é o primeiro debate sobre o jornalismo no Conselho. O evento foi organizado pelos Estados Unidos, que preside o Conselho durante o mês de julho. Vários embaixadores ocidentais destacaram os direitos dos jornalistas.
Mustafa Haji Abdinur, correspondente da AFP na Somália, declarou aos 15 embaixadores do Conselho que é um "homem morto caminhando" pelos perigos que enfrenta cobrindo o conflito em seu país.
"Quando um jornalista morre, a notícia morre com ele", disse Abdinur, que pediu auxílio para reconstruir o sistema judiciário na Somália e clamou por justiça aos quase 1 mil jornalistas assassinados no mundo desde 1992.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, estima que 28 profissionais morreram este ano. O repórter libanês Abdulahi Farah, da emissora Kalsan, foi o último profissional a ser morto na Somália.
O representante de Moscou na ONU, Vitali Churkin, acrescentou que o jornalismo se tornou "uma das profissões mais perigosas", porém advertiu que não se devem tomar riscos injustificáveis. "A busca excessiva de um scoop em detrimento do sentido comum em um conflito armado pode ser muito perigoso", declarou.
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