Na França, ONGs de Direitos Humanos denunciam vigilância dos EUA

Nesta quinta-feira (11/7), a Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH) e a Liga de Direitos Humanos (LDH) anunciaram que irão apre

Atualizado em 11/07/2013 às 13:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Na França, ONGs de Direitos Humanos denunciam vigilância dos EUA

sentar uma denúncia pelo dispositivo americano de espionagem revelado pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden.

Segundo a EFE, por considerarem que a rede de vigilância dos Estados Unidos feriu as liberdades individuais na França, tanto a FIDH como a LDH ressaltaram que a queixa será formalizada "contra X", ou seja, sem precisar os supostos culpados.

A Promotoria de Paris será encarregada de examinar o processo e decidir se abrirá uma investigação judicial ou arquivá-lo.

As demais acusações são referentes à constituição e à manutenção fraudulenta de um sistema de tratamento automatizado de dados, ao uso e conservação de registros obtidos e a um atentado secreto da correspondência eletrônica.

Conforme as entidades responsáveis pelo anúncio, o foco são as duas agências dos serviços secretos americanos, a NSA e o FBI, mas também nove companhias do país: Microsoft, Yahoo!, Google, Paltak, Facebook, YouTube, AOL, Apple e Skype.

Como argumento, as ONGs citam que o dispositivo chegou a captar bilhões de comunicações privadas com seus servidores, sendo que dois milhões desses teriam sido na França. Dessa forma, foi constatado que os EUA quebraram as regras de territorialidade e se serviram de um sistema de controle de alcance global "fora de qualquer garantia legal" para seu próprio proveito.

Para o advogado da FIDH, David Daoud, "o alvo desta denúncia é um escândalo incrível", afinal não havia notícia de um ataque às liberdades dessa dimensão, afetando potencialmente a todos os cidadãos e a todos os internautas franceses na medida em que eles utilizavam o Google, Microsoft ou Skype.

"É uma captação em massa de dados pessoais sem nenhuma autorização, contra sua vontade e de forma completamente fraudulenta", acrescentou Daoud, que insistiu que "todo o mundo pode se sentir afetado".