“Na América Latina, a culpa sempre é da imprensa", diz jornalista venezuelana
O programa “IMPRENSA na TV” desta sexta-feira (21/2) debateu sobre o atual cenário da Venezuela. Uma onda de protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro toma conta do país há mais de uma semana.
Atualizado em 21/02/2014 às 17:02, por
Gabriela Ferigato.
Os manifestantes lutam contra a falta de bens essenciais e a alta inflação. Entre os itens está o papel-jornal, que culminou no fechamento ou na redução de muitos veículos de comunicação.
Crédito:reprodução Jornalista María Victoria Verde
Para discutir essa situação, o “IMPRENSA na TV” contou com a participação das jornalistas venezuelanas María Victoria Verde e Yasmin Monsalve. Ambas concordam que o país vive um momento de “apagão informativo” e que a melhor maneira de se comunicar e se informar são pelas redes sociais.
“A Venezuela vive um momento de grande crise e não apenas de protestos e de insatisfação do povo, mas sim de violação de direitos humanos e da Constituição. Os protestos acontecem porque as pessoas estão insatisfeitas com o governo. E qual a melhor maneira do governo reagir? Com apagão informativo. A melhor forma de estarmos informados ainda é pelas redes sociais”, afirmou María Victoria. O jornal El Universal , por exemplo, já está com transmissão online. Porém, segundo elas, o governo também tem controlado o acesso a internet.
De acordo com Yasmin, nos últimos 15 anos foram mais de 200 mil mortes, sendo 25 mil apenas no ano passado. “O governo fala de paz e tem uma milícia armada? É um discurso dissociado da realidade. Foram tantas mortes e não acontece nada, só ficam procurando o inimigo para culpar”, declarou. Ambas contestam a “democracia” do país. Um exemplo disso é a prisão do líder de oposição Leopoldo López. “Na democracia o povo tem direito de protestar e não existe perseguido político, como o que acontece com López”, afirmou María Victoria.
Crédito:reprodução
Jornalista Yasmin Monsalve Segundo ela, atualmente os protestos estão bem distribuídos por todo o país, mas o volume é maior nas cidades estudantis, a exemplo de Táchira e Mérida. Fazendo um paralelo com outros países da América Latina, Yasmin afirma que a mensagem dos governantes é a mesma: a culpa é da mídia. “A culpa não é a mensagem, e sim do mensageiro. É um modelo que se repete em todos os países”, declarou.
O “IMPRENSA na TV” é apresentado pela jornalista Thaís Naldoni, gerente de Jornalismo de IMPRENSA, e exibido todas as sextas-feiras, das 15h às 16h, ao vivo, pela allTV, com transmissão simultânea pelo Portal IMPRENSA.
O internauta pode interagir em tempo real com apresentadora e entrevistado por meio do Twitter e Facebook ou usando as hashtags #TVdaInternet ou #ImprensanaTV.
Crédito:reprodução Jornalista María Victoria Verde
Para discutir essa situação, o “IMPRENSA na TV” contou com a participação das jornalistas venezuelanas María Victoria Verde e Yasmin Monsalve. Ambas concordam que o país vive um momento de “apagão informativo” e que a melhor maneira de se comunicar e se informar são pelas redes sociais.
“A Venezuela vive um momento de grande crise e não apenas de protestos e de insatisfação do povo, mas sim de violação de direitos humanos e da Constituição. Os protestos acontecem porque as pessoas estão insatisfeitas com o governo. E qual a melhor maneira do governo reagir? Com apagão informativo. A melhor forma de estarmos informados ainda é pelas redes sociais”, afirmou María Victoria. O jornal El Universal , por exemplo, já está com transmissão online. Porém, segundo elas, o governo também tem controlado o acesso a internet.
De acordo com Yasmin, nos últimos 15 anos foram mais de 200 mil mortes, sendo 25 mil apenas no ano passado. “O governo fala de paz e tem uma milícia armada? É um discurso dissociado da realidade. Foram tantas mortes e não acontece nada, só ficam procurando o inimigo para culpar”, declarou. Ambas contestam a “democracia” do país. Um exemplo disso é a prisão do líder de oposição Leopoldo López. “Na democracia o povo tem direito de protestar e não existe perseguido político, como o que acontece com López”, afirmou María Victoria.
Crédito:reprodução
Jornalista Yasmin Monsalve Segundo ela, atualmente os protestos estão bem distribuídos por todo o país, mas o volume é maior nas cidades estudantis, a exemplo de Táchira e Mérida. Fazendo um paralelo com outros países da América Latina, Yasmin afirma que a mensagem dos governantes é a mesma: a culpa é da mídia. “A culpa não é a mensagem, e sim do mensageiro. É um modelo que se repete em todos os países”, declarou. O “IMPRENSA na TV” é apresentado pela jornalista Thaís Naldoni, gerente de Jornalismo de IMPRENSA, e exibido todas as sextas-feiras, das 15h às 16h, ao vivo, pela allTV, com transmissão simultânea pelo Portal IMPRENSA.
O internauta pode interagir em tempo real com apresentadora e entrevistado por meio do Twitter e Facebook ou usando as hashtags #TVdaInternet ou #ImprensanaTV.





