Músico Jair Oliveira fala sobre privacidade e sua relação com a imprensa
O músico Jair Oliveira é uma celebridade desde bem cedo, ainda na época do grupo infantil Balão Mágico. Para ele, expor um artista faz sentido quando ele está fazendo sua “arte”, em seu ambiente de trabalho.
“As pessoas acham que você é celebridade o tempo inteiro. A gente faz supermercado igual, as coisas normais. Tem uma confusão muito grande em relação a isso que acho que não deveria acontecer, mas existe e temos que saber lidar de alguma forma”.
O artista participou hoje do “Painel Diálogos V: Invasão de privacidade na cobertura do entretenimento”, realizado nesta terça-feira (18/11) durante a a 3ª edição do mídia.JOR, realizado por IMPRENSA. Danilo Carvalho (Agência Fio Condutor), Fabíola Reipert (R7) e Keila Jimenez ( Folha de S.Paulo ) também participaram do debate.
IMPRENSA: Você é artista desde criança, você acredita que a imprensa e a mídia no geral se tornou mais invasiva ao longo dos anos?
JAIR OLIVEIRA: Tudo ficou mais invasivo. Hoje em dia todo mundo tem uma câmera na mão e tem acesso às redes sociais. No meu caso, claro que ficou, mas depende muito da personalidade e do trabalho que a pessoa desenvolve. Eu venho de família de artistas, sou casado com uma atriz, mas a gente nunca se sentiu muito procurado ou muito assediado pela mídia. Mas sempre focamos nossas ações em público no trabalho profissional. Não ficamos indo a eventos ou discutindo na praia (risos). Acho que se você dá essa margem, aí fica invasivo. Claro que não é uma regra, tem artistas que não dão essa margem e têm que lidar com a mídia.
Você já teve muitos problemas em relação à invasão de privacidade?
Não. Depende muito dos locais. São Paulo, onde a gente mora, talvez seja bem mais tranquilo do que o Rio de Janeiro. Porque lá, pelo fato de ter vários atores e atrizes da Globo, talvez tenha mais essa cultura de invasão. Das vezes que me senti observado de maneira estranha, estava no Rio. De estar jantando com a família e ter um fotógrafo lá longe.
E isso te incomoda?
Incomoda porque não faz parte do meu contrato artístico. Eu tento ver os dois lados. Claro que o profissional que está ali está fazendo o trabalho dele, se é certo, errado ou invasivo, é outra questão. Mas eu entendo e geralmente quando percebo um fotógrafo eu converso numa boa. Todo mundo vem, pergunta se pode tirar uma foto. Tem certas situações que incomodam.
Pode citar uma?
Uma vez no Rio de Janeiro, a Tania [mulher do Jair] foi passear com nossas filhas no shopping e, por um descuido, acabou levando a nossa filha direto da escola. Então a pessoa fez umas fotos com a minha filha de uniforme escolar. Ali passa uma informação de onde ela estuda. Isso eu acho mais complicado. Foi uma preocupação. Enquanto é só com a gente, tudo bem, pois escolhemos isso, mas quando envolve os nossos filhos, acho muita injustiça, porque a minha filha não escolheu isso.
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