Museus de São Paulo se transformam em sala de aulas - por Erica Franco / UAM (SP)
Museus de São Paulo se transformam em sala de aulas - por Erica Franco / UAM (SP)
Atualizado em 29/03/2005 às 10:03, por
Erica Franco e estudante de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi.
Por Não é só através de livros e quadros-negros que se aprende. Sair do ambiente escolar ou acadêmico e ver com os próprios olhos o que há de informação no nosso patrimônio histórico e cultural é uma diferente e divertida opção para aprender história, geografia, ciências, artes e muito mais.
Professores e educadores em geral estão incluindo no calendário letivo a visita a museus e espaços culturais. Tanto que, a cada ano aumenta o número de visitas feitas por estudantes aos espaços da Secretaria da Cultura. A Pinacoteca do Estado, por exemplo, recebeu em 2004, 36,1 mil estudantes, 45% a mais do que em 2003.
Os números indicam também que o Memorial do Imigrante - que preserva a memória da diversidade cultural que formou São Paulo - virou uma ótima sala para aulas de história. O museu recebeu 28,3 mil estudantes, em 2003, e 32,5 mil no ano passado. "Estamos preparados para um número ainda maior este ano, tanto que já estendemos as visitas monitoradas para os finais de semana", conta a coordenadora de monitoria, Roseli Atsuko Utiyama.
E os números não param por aí. O Arquivo do Estado recebeu 29 universidades, em 2004, contra 19 em 2003. O Museu da Imagem e do Som (MIS), reaberto em 2003, teve a visita de 23 escolas e, este ano, preparou programação especial para elas.
A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Literatura e Poesia, reaberta em dezembro, esgotou 70% das 283 vagas no primeiro mês somente com estudantes.
De acordo com a historiadora e diretora do Museu Índia Vanuíre, de Tupã, Tamimi Borsatto, as escolas do interior seguem o modelo. O museu recebeu 15,5 mil estudantes, em 2003, e 18,3 mil em 2004 e já tem visitas agendadas até abril. "O sucesso reflete nosso trabalho didático. Os monitores dominam o conteúdo das exposições e usam o acervo como meio de ensino: fotos, objetos, documentos originais. Enfim, tudo o que dispomos ilustra o peso histórico do que falamos durante as visitas monitoradas."
Na opinião dos responsáveis pelos espaços, a Secretaria da Cultura contribui muito para esse sucesso, garantindo o material e a infra-estrutura adequados às necessidades de cada lugar. A coordenadora das ações educativas da Pinacoteca, Milene Chiovatto, destaca que o incremento das visitas monitoradas e o programa de capacitação de professores realizados pelos museus do Estado, são dois importantes atrativos para alunos e professores. Ela explica que o programa de capacitação para educadores, por exemplo, iniciativa das secretarias de Estado da Cultura e Educação, pretende formar os professores antes de cada visita para garantir que o conteúdo continue em pauta na sala de aula, servindo como referência para diversas disciplinas.
Coração de Estudante
Além de ser uma forma de entreter a turma, levar um grupo de estudantes ao museu faz com que os futuros cidadãos percebam que fazem parte de uma tradição cultural, despertando o desejo de preservá-la. Em contato com objetos, documentos, arte, arquitetura e todo o patrimônio histórico preservado pelos museus, a história sai das páginas inanimadas do livro e entra na vida real.
O estudante desenvolve espírito crítico, sensibilidade e se descobre sujeito da história ali preservada. "Os diversos tipos de memória que há nos museus apresentam ao aluno linguagens e explicações sobre o mundo que o cerca", avalia a psicopedagoga Elisabeth Maria Bastos.
"Mais do que um recurso didático, ir a museus é uma atividade que envolve emocionalmente o aluno no descobrimento da informação", completa Elisabeth Maria, que leva freqüentemente seus alunos aos museus de São Paulo.
Professores e educadores em geral estão incluindo no calendário letivo a visita a museus e espaços culturais. Tanto que, a cada ano aumenta o número de visitas feitas por estudantes aos espaços da Secretaria da Cultura. A Pinacoteca do Estado, por exemplo, recebeu em 2004, 36,1 mil estudantes, 45% a mais do que em 2003.
Os números indicam também que o Memorial do Imigrante - que preserva a memória da diversidade cultural que formou São Paulo - virou uma ótima sala para aulas de história. O museu recebeu 28,3 mil estudantes, em 2003, e 32,5 mil no ano passado. "Estamos preparados para um número ainda maior este ano, tanto que já estendemos as visitas monitoradas para os finais de semana", conta a coordenadora de monitoria, Roseli Atsuko Utiyama.
E os números não param por aí. O Arquivo do Estado recebeu 29 universidades, em 2004, contra 19 em 2003. O Museu da Imagem e do Som (MIS), reaberto em 2003, teve a visita de 23 escolas e, este ano, preparou programação especial para elas.
A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Literatura e Poesia, reaberta em dezembro, esgotou 70% das 283 vagas no primeiro mês somente com estudantes.
De acordo com a historiadora e diretora do Museu Índia Vanuíre, de Tupã, Tamimi Borsatto, as escolas do interior seguem o modelo. O museu recebeu 15,5 mil estudantes, em 2003, e 18,3 mil em 2004 e já tem visitas agendadas até abril. "O sucesso reflete nosso trabalho didático. Os monitores dominam o conteúdo das exposições e usam o acervo como meio de ensino: fotos, objetos, documentos originais. Enfim, tudo o que dispomos ilustra o peso histórico do que falamos durante as visitas monitoradas."
Na opinião dos responsáveis pelos espaços, a Secretaria da Cultura contribui muito para esse sucesso, garantindo o material e a infra-estrutura adequados às necessidades de cada lugar. A coordenadora das ações educativas da Pinacoteca, Milene Chiovatto, destaca que o incremento das visitas monitoradas e o programa de capacitação de professores realizados pelos museus do Estado, são dois importantes atrativos para alunos e professores. Ela explica que o programa de capacitação para educadores, por exemplo, iniciativa das secretarias de Estado da Cultura e Educação, pretende formar os professores antes de cada visita para garantir que o conteúdo continue em pauta na sala de aula, servindo como referência para diversas disciplinas.
Coração de Estudante
Além de ser uma forma de entreter a turma, levar um grupo de estudantes ao museu faz com que os futuros cidadãos percebam que fazem parte de uma tradição cultural, despertando o desejo de preservá-la. Em contato com objetos, documentos, arte, arquitetura e todo o patrimônio histórico preservado pelos museus, a história sai das páginas inanimadas do livro e entra na vida real.
O estudante desenvolve espírito crítico, sensibilidade e se descobre sujeito da história ali preservada. "Os diversos tipos de memória que há nos museus apresentam ao aluno linguagens e explicações sobre o mundo que o cerca", avalia a psicopedagoga Elisabeth Maria Bastos.
"Mais do que um recurso didático, ir a museus é uma atividade que envolve emocionalmente o aluno no descobrimento da informação", completa Elisabeth Maria, que leva freqüentemente seus alunos aos museus de São Paulo.






