Museu Republicano veta lançamento de Laurentino Gomes após artigo na "Veja SP"

Laurentino Gomes, jornalista e autor de grandes sucessos editoriais sobre a história do Brasil,  tem realizado em todo o país a divulgação do seu mais recente trabalho, o livro “1889”, que aborda a Proclamação da República no Brasil.

Atualizado em 18/09/2013 às 17:09, por Alana Rodrigues.

de grandes sucessos editoriais sobre a história do Brasil, tem realizado em todo o país a divulgação do seu mais recente trabalho, o livro “1889”, que aborda a Proclamação da República no Brasil. No entanto, o lançamento em Itu, que seria realizado no prédio que abrigou a Convenção Republicana, teve de ser alterado em razão de uma possível retaliação do Museu Republicano.
Crédito:Gabriela Ferigato Jornalista acredita que negativa ocorreu em represália a um artigo na "Veja SP"
Notícia publicada pela “Gazeta do Ipiranga” afirma que a decisão da instituição foi uma represália ao autor por conta de uma reportagem de capa assinada por ele para a revista Veja São Paulo . No artigo, Laurentino falava sobre os problemas que levaram ao fechamento do Museu do Ipiranga, também administrado pela USP.
Em seu blog, o jornalista acrescenta que “incomodada com as minhas críticas, a direção do Museu Paulista recusou um pedido da Academia Ituana de Letras (ACADIL) e da Secretaria de Cultura de Itu para uma sessão de autógrafos do livro “1889” no Museu Republicano".

Laurentino diz lamentar a medida e pontua a perseguição da universidade durante ditadura. “Só me resta lamentar que essa mesma Universidade de São Paulo, tão perseguida durante a ditadura, agora se envolva num episódio de óbvia retaliação e censura a um jornalista que teve a ousadia de criticar seus professores-doutores responsáveis pelo Museu Paulista”.
À IMPRENSA, a diretoria do Museu Paulista nega o caso e diz que a instituição administrada pela USP nunca foi solicitada oficialmente para o lançamento de Gomes. “Houve sondagens informais. A possibilidade chegou a ser considerada, entretanto, o Museu Paulista atravessou um momento muito difícil naquele período e ao mesmo tempo em que se soube, também informalmente, que o lançamento em Itu já estava firmado em outro local”. Além disso, a assessoria defende que o livro já havia sido lançado em São Paulo.