Mundo árabe irá boicotar Salão do Livro, em Paris
Mundo árabe irá boicotar Salão do Livro, em Paris
O Salão do Livro de Paris, que reúne anualmente cerca de 200.000 visitantes, será boicotado pelo mundo árabe e mulçumano, em razão do 60º aniversário da criação do Estado Hebreu. O agravante é que, este ano, Israel será homenageado durante a feira.
Em protesto, os estandes destinados à Arábia Saudita, Líbano, Irã e Tunísia, por exemplo, ficarão vazios asisma que a ministra francesa de Cultura, Christine Albanel, e o presidente israelense, Shimon Peres, abrirem o evento, na próxima quarta-feira.
De acordo com informações da agência de notícias AFP, o mundo islâmico dá assim um recado à edição desse ano do Salão do Livro, que tem como convidado de honra Israel. A justificativa dos árabes é que a França não pode convidar um país que "viola os direitos humanos".
Este ano, O Salão do Livro convidou 39 autores israelenses, entre eles grandes nomes da esquerda, muitos deles críticos da política atual do governo.
Em Paris, os responsáveis pelo evento "lamentam" o ocorrido e assinalam que o Salão do Livro é, antes de tudo, um acontecimento cultural e um local para diálogo.
Segundo a AFP, o evento parisiense não foi exceção. Na Itália, a Feira do Livro de Turim, que irá ser realizada entre 8 e 12 de maio, também pode ser boicotada, pelas mesmas razões.
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