Mulheres na mídia

Mulheres na mídia

Atualizado em 19/06/2008 às 14:06, por Annie Müller.

Nada de mulherzinha. O chauvinismo em massa terminou. Tampouco mulherão, o feminismo já se foi. Apenas mulher. E a força da palavra do ser mais forte do universo. Mulheres frágeis na aparência podem ainda ser bem-vindas, mas nas atitudes, não. Não se pode mais chorar em frente aos colegas de trabalho, a fragilidade tem hora - portanto as mulheres sempre vão chorar pelos cantos.

As qualidades femininas são vantagens apenas quando embutidas de uma boa estratégia. E as estratégias estão por toda parte: livros de auto-ajuda deixam de ser genéricos e ostentam as listas dos mais vendidos com títulos como "mulheres boazinhas não enriquecem" e "feliz sem marido". Se você buscar a lista de livros direcionados às mulheres, será surpreendido por uma infinidade de opções. Foram 34 páginas que encontrei no site de uma livraria.

São empregos e homens os temas mais abordados pelos livros sobre e para mulheres. Primeiro, o foco na busca pelo emprego perfeito. Logo em seguida, o sexo masculino. Os homens podem ter até perdido espaço para as mulheres, devido à entrada do poder feminino no mercado. Um exemplo: na última divulgação da revista americana Forbes sobre as pessoas mais influentes do mundo, Angelina Jolie aparece em segundo lugar e seu marido, Brad Pitt, em nono. Mas dividir espaço com as mulheres não indica que eles perderam espaço na vida delas. As mulheres continuam românticas e o casamento voltou a ser atual, agora feito um verdadeiro hit: passado o tempo de se "juntar", novamente os casais juram seu amor no papel.

Foi na década passada que aconteceu o lançamento dessa nova geração de mulheres seguras, mas femininas, vaidosas, mas inteligentes. Uma capa recente da revista Época apresentou o seriado "Sex and the City" como uma das grandes influências de tal comportamento. Prova do seu alcance positivo sobre as mulheres é o retorno não apenas do seriado, mas do filme que encabeçou a lista dos mais assistidos e bateu até o recorde de "Indiana Jones".

Mulheres equilibradas - mistura homogênea da mulherzinha com o mulherão - definem o estilo contemporâneo com o qual conquistam o mundo. Embora ainda existam mais diretores homens nas corporações, mais escritores homens, mais homens chefs de cozinha. E contabilizar tais números não é o gran finale. O jogo entre homens e mulheres tem graça apenas quando se fala em amor, em sedução. De resto, permanecerá numa partida sem vencedor, feito aquelas que jogamos com os amigos e não nos importamos com vitórias ou derrotas.

Homens e mulheres são amigos, além de amantes. Compartilham, não se dividem. E é por isso que as mulheres usufruem da liberdade de escolha, não são apenas mais as escolhidas. No mais, continua tudo igual: as mulheres tentando entender melhor os homens e eles na tarefa contrária. A má notícia: a cabeça das mulheres também continua a mais complicada de ser entendida. Não existe mídia de livro, revista ou TV que facilite.