Mulheres jornalistas foram vítimas de 20 ataques nos últimos 13 meses
As jornalistas brasileiras foram alvo de 20 ataques e ofensas misóginas e machistas entre janeiro de 2019 e fevereiro deste ano, segundo levantamento feito pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) a pedido das Nações Unidas.
O levantamento levou em conta apenas os casos de conhecimento público, monitorados pela Abraji, e aqueles em que a associação emitiu notas de repúdio.
Em 16 dos episódios, os autores foram autoridades públicas, como deputados federais e estaduais, ministros e o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro.
“Ecoar o machismo e a misoginia aumenta o risco para todas as mulheres brasileiras. Desgastar a liberdade de imprensa desfia o nosso já puído tecido democrático. Aqueles que têm apreço pela democracia precisam defender as vozes das mulheres jornalistas e se opor às tentativas de intimidá-las. Caladas, jamais serão”, alerta o texto publicado pelas diretoras da Abraji na semana do Dia Internacional da Mulher.
No levantamento, a Abraji também lembrou a violência invisibilizada, que marca a trajetória profissional de muitas jornalistas no Brasil, como a discriminação de gênero dentro dos espaços de trabalho. Em um estudo feito pelo Google News Lab, em 2017, 84% das jornalistas relataram já ter sofrido ao menos uma das seguintes situações de violência psicológica: insultos verbais; humilhação em público; abuso de poder ou autoridade; intimidação verbal escrita ou física; tentativa de danos a sua reputação; ameaça de perder o emprego em caso de gravidez; ameaças pela internet; ou insultos pela internet.





