Mudança de sede do Diário de S.Paulo causa preocupação em funcionários
Mudança de sede do Diário de S.Paulo causa preocupação em funcionários
Atualizado em 30/11/2010 às 17:11, por
Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.
Mudança de sede do Diário de S.Paulo causa preocupação em funcionários
Por Quatro meses após completa repaginação gráfica e de conteúdo, que prometeu fazer "jornalismo impresso de um novo jeito", o jornal Diário de S.Paulo mudará de sede. A publicação sairá do centro de São Paulo para um novo parque gráfico na cidade de Osasco, no primeiro semestre de 2011.O prédio de 21 mil metros, localizado no km 16,5 da Rodovia Anhanguera, abrigará, além da redação do Diário , toda a estrutura da Rede Bom Dia, que edita jornal homônimo de circulação em cidades da região metropolitana e do interior de São Paulo.
O deslocamento da sede, no entanto, tem gerado preocupação em alguns funcionários, que temem pelo prolongamento das horas de trabalho e pela dificuldade de acesso ao local. Atualmente na Rua Major Quedinho, na República, o prédio do Diário fica a poucos metros de uma estação do metro.
O diretor geral do jornal, Flávio Pestana, garante, porém, que a empresa fornecerá transporte aos que enfrentarem percalços para chegar a nova sede.
"Com a duplicação da Anhanguera e dos acessos, a área ficou muito acessível. Então não faz sentido manter dois endereços", explica Pestana. "Por racionalidade e agilidade decidimos mudar".
Sendo uma publicação de cobertura voltada à cidade de São Paulo, a movimentação da equipe de reportagem pode ser comprometida, mas o diretor não acredita que, no longo prazo, a localização da nova sede se torne um entrave.
"Talvez, no começo, seja uma questão de planejamento. A gente vai ter que se planejar melhor. Até mesmo se é o caso de ter um ponto de apoio mais no centro. Mas com bom-senso e planejamento isso será resolvido", garantiu.
Os primeiros meses do novo projeto
"Estamos em uma curva de aprendizado. O jornal realmente trouxe uma série de inovações, mas as pessoas são as mesmas, então é natural que exista um período de adaptação", relatou o diretor. "A redação já está adaptada ao novo formato e ao novo conceito".
Todavia, repórteres do Diário têm se queixado das horas de trabalho que excedem o normal de uma redação. Como o novo projeto exige uma matéria por página e de conteúdo estendido, alguns jornalistas estariam se dedicando ao trabalho de edição.
Pestana confirma que os profissionais participam do processo, mas acha natural, uma vez que o repórter tem profundo conhecimento sobre sua matéria.
"É natural que ele faça o fechamento da página e, teoricamente, ele vai fazer com muito mais facilidade que o outro", argumenta. Segundo Pestana, no entanto, nos casos em que os funcionários extrapolam o expediente de trabalho, um banco de horas garante que eles sejam recompensados. "Antigamente, as redações gastavam 80% da energia no fechamento e 20% no desenvolvimento. Hoje é o contrário no Diário ", disse.
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