MPF-SP pede que Record se retrate por incitação à violência no "Cidade Alerta"
Após ser acionado pelo Coletivo Intervozes, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) abriu uma ação civil pública contra a Record
Atualizado em 14/01/2016 às 15:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Após ser acionado pelo Coletivo Intervozes, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) abriu uma contra a Record pelos comentários do apresentador Marcelo Rezende no "Cidade Alerta", durante a exibição ao vivo de uma perseguição policial.
Crédito:divulgação A perseguição ocorreu na zona sul de São Paulo, em 23 de junho do ano passado O MPF pede que a emissora transmita uma retratação, com o mesmo tempo de duração da reportagem, e que a União fiscalize o conteúdo veiculado pelo programa. O órgão alega que houve "incitação à violência". Em caso de descumprimento, o canal deve pagar multa de 97 mil reais por dia.
A perseguição ocorreu na zona sul de São Paulo, em 23 de junho do ano passado. As imagens, gravadas por helicóptero, mostravam uma dupla perseguida por um policial. Ao narrar o que ocorria, Rezende teria feito declarações contra os suspeitos. O apresentador atribuiu a eles a autoria do crime de roubo e pediu que o policial atirasse.
À época, a Record justificou que, pelo fato de ter sido uma transmissão em tempo real, não havia possibilidade de escolher as imagens que seriam veiculadas e que também não era possível prever o fim da ação. Disse ainda que a nitidez das imagens estava prejudicada, o que tornava impossível identificar os envolvidos.
O autor da ação, procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado, avaliou que as imagens exibidas eram inapropriadas para o horário e não respeitavam a finalidade educativa e cultural a que as emissoras devem cumprir.
Procurada por IMPRENSA, a Record disse que não foi notificada.
Crédito:divulgação A perseguição ocorreu na zona sul de São Paulo, em 23 de junho do ano passado O MPF pede que a emissora transmita uma retratação, com o mesmo tempo de duração da reportagem, e que a União fiscalize o conteúdo veiculado pelo programa. O órgão alega que houve "incitação à violência". Em caso de descumprimento, o canal deve pagar multa de 97 mil reais por dia.
A perseguição ocorreu na zona sul de São Paulo, em 23 de junho do ano passado. As imagens, gravadas por helicóptero, mostravam uma dupla perseguida por um policial. Ao narrar o que ocorria, Rezende teria feito declarações contra os suspeitos. O apresentador atribuiu a eles a autoria do crime de roubo e pediu que o policial atirasse.
À época, a Record justificou que, pelo fato de ter sido uma transmissão em tempo real, não havia possibilidade de escolher as imagens que seriam veiculadas e que também não era possível prever o fim da ação. Disse ainda que a nitidez das imagens estava prejudicada, o que tornava impossível identificar os envolvidos.
O autor da ação, procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado, avaliou que as imagens exibidas eram inapropriadas para o horário e não respeitavam a finalidade educativa e cultural a que as emissoras devem cumprir.
Procurada por IMPRENSA, a Record disse que não foi notificada.





