MPF propõe ação contra Sikêra Jr e pede R$ 10 milhões em multa
Apresentador chamou público LGBTQIA+ de "raça desgraçada"
Atualizado em 30/06/2021 às 11:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
A RedeTV e o apresentador Sikera Jr são alvos de uma ação civil ajuizada pelo Ministério Público Federal na segunda-feira (28), pela prática do crime de homofobia.
As falas ofensivas ao público LGBTQIA+ foram feitas durante o programa Alerta Nacional, produzido pela TV A Crítica, do Amazonas, e exibido pela emissora paulista para todo o país. Crédito:Reprodução/Youtube
Apresentador Sikêra Jr fez comentários homofóbicos em seu programa na TV A Crítica No último dia 25, Sikêra Jr se referiu às pessoas LGBTQIA+ como "raça desgraçada", relacionando a orientação sexual ao crime de pedofilia e o uso de drogas.
O comentário de mais de cinco minutos foi desencadeado por uma campanha lançada pela rede de fast food Burguer King, que colocou crianças para passar uma mensagem contra o preconceito.
Vocês são nojentos. A gente está calado, engolindo essa raça desgraçada, mas vai chegar um momento que vamos ter que fazer um barulho maior. Deixa a criança crescer, brincar, descobrir por ela mesma. O comercial é podre, nojento", disse o apresentador.
"Já está virando zona isso. A criança está pagando caro. Ai é preconceito? É!. O preconceito existe... Não é normal rapaz, pode ser para você e seu macho. Mas dentro de uma família, da família tradicional brasileira, nunca será normal. Se você quer dar esse r* dê, mas não envolva as crianças. Raça do cão", continuou.
As declarações desencadearam uma série de protestos nas redes sociais, liderados pelo Sleeping Giants, perfil criado para alertar anunciantes sobre anúncios presentes em conteúdos que, de alguma forma, incentivem o preconceito ou as fake news.
Depois da criação #DesmonetizaSikera, segundo o perfil, seis patrocinadores da atração já tinham respondido que encerrariam os anúncios - Ford, Nivea, Magazine Luiza, Tim, Hapvida e MRV.
A ação do MPF, assinada em conjunto com a Nuances - Grupo pela Livre Expressão Sexual, que atua na defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+, pedem que a RedeTV e SikêraJr sejam condenados a R$ 410 milhões de indenização por danos morais coletivos - valor que seria destinado à estruturação de centros de cidadania para o público LGBTQIA+.
As falas ofensivas ao público LGBTQIA+ foram feitas durante o programa Alerta Nacional, produzido pela TV A Crítica, do Amazonas, e exibido pela emissora paulista para todo o país. Crédito:Reprodução/Youtube
Apresentador Sikêra Jr fez comentários homofóbicos em seu programa na TV A Crítica No último dia 25, Sikêra Jr se referiu às pessoas LGBTQIA+ como "raça desgraçada", relacionando a orientação sexual ao crime de pedofilia e o uso de drogas. O comentário de mais de cinco minutos foi desencadeado por uma campanha lançada pela rede de fast food Burguer King, que colocou crianças para passar uma mensagem contra o preconceito.
Vocês são nojentos. A gente está calado, engolindo essa raça desgraçada, mas vai chegar um momento que vamos ter que fazer um barulho maior. Deixa a criança crescer, brincar, descobrir por ela mesma. O comercial é podre, nojento", disse o apresentador.
"Já está virando zona isso. A criança está pagando caro. Ai é preconceito? É!. O preconceito existe... Não é normal rapaz, pode ser para você e seu macho. Mas dentro de uma família, da família tradicional brasileira, nunca será normal. Se você quer dar esse r* dê, mas não envolva as crianças. Raça do cão", continuou.
As declarações desencadearam uma série de protestos nas redes sociais, liderados pelo Sleeping Giants, perfil criado para alertar anunciantes sobre anúncios presentes em conteúdos que, de alguma forma, incentivem o preconceito ou as fake news.
Depois da criação #DesmonetizaSikera, segundo o perfil, seis patrocinadores da atração já tinham respondido que encerrariam os anúncios - Ford, Nivea, Magazine Luiza, Tim, Hapvida e MRV.
A ação do MPF, assinada em conjunto com a Nuances - Grupo pela Livre Expressão Sexual, que atua na defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+, pedem que a RedeTV e SikêraJr sejam condenados a R$ 410 milhões de indenização por danos morais coletivos - valor que seria destinado à estruturação de centros de cidadania para o público LGBTQIA+.





