MPF-CE pede apuração de vazamento de informações para jornal O Povo
MPF-CE pede apuração de vazamento de informações para jornal O Povo
MPF-CE pede apuração de vazamento de informações para jornal O Povo
Nesta segunda-feira (6), o procurador da República no Ceará Oscar Costa Filho solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, a abertura de um inquérito policial para investigar o vazamento de informações sigilosas em operações policiais no estado.
Entre as informações vazadas, estão as da Operação Luxo, que levou à prisão dos empresários Elisa Gradvohl (da Indústria Naval do Ceará, Inace), do marido dela, Gil Bezerra, do filho do casal, Robert Gil Bezerra Gradvohl, e de José Antônio do Carmo Nogueira (da empresa Marimar Navegação).
"A presença de indícios ao acesso de informações privilegiadas por um único veículo de comunicação é o motivo determinante da medida adotada pelo Ministério Público Federal", explicou o procurador segundo a Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Ceará.
De acordo com o do jornalista Plínio Bortolotti, "'o único veículo de comunicação' a que se refere o procurador é O Povo , que ao noticiar a 'Operação Luxo' (...) foi o único jornal a divulgar o nome dos suspeitos".
Segundo o blog, o jornalista Demitri Túlio, um dos repórteres que assinou a matéria, intitulada "Operação da Polícia Federal prende cinco empresários", diz que não será a primeira vez que ele será chamado à Polícia Federal para responder a perguntas a respeito de suas fontes. Em outro caso envolvendo o nome de Elisa Gradvohl, ele também foi chamado.
"O delegado insistiu bastante para que eu revelasse as fontes, mas lhe disse que eu tinha o direito constitucional de preservá-las", afirmou o jornalista.
O Diário do Nordeste afirmou que o "vazamento" dos nomes dos empresários acusados de envolvimento nos crimes feriu o segredo de justiça que havia sido decretado pela 11ª Vara da Justiça Federal no Ceará. Segundo o jornal, as assessorias de Comunicação Social da Justiça Federal e da Polícia Federal informaram que o vazamento não ocorreu em nenhum das repartições.
Em e-mail encaminhado ao Diário , a assessoria da Justiça Federal disse que, "em verdade, as informações tiveram como origem a própria Polícia Federal, de algum membro daquela corporação, e não, de servidores ou magistrados da 11ª Vara".
O objetivo das investigações seria "alcançar toda a extensão de uma suposta rede criminosa local que envolvia quatro empresas em crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas, contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, delitos praticados com ramificação nos Estados Unidos", informou o Diário do Nordeste .
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