MP vai recorrer de liminar que soltou acusado de matar radialista dois dias após condenação
Dois dias depois de ser condenado a 16 anos de prisão por mandar matar o radialista e comentarista esportivo Valério Luiz, Maurício Sampaio,ex-vice-presidente e atual conselheiro do Atlético-GO, foi solto na última sexta-feira (11 nov/22) por decisão liminar expedida pelo desembargador Ivo Favaro.
Atualizado em 15/11/2022 às 08:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Além de Maurício Sampaio, foram condenados por júri popular Urbano Malta, Ademá Figueredo e Marcus Vinícius Xavier. Todos tiveram a prisão imediata declarada após a condenação. À exceção de Sampaio, os demais condenados pela morte de Valério Luiz seguem presos. Crédito: Reprodução Condenado por mandar matar radialista Valério Luiz, Maurício Sampaio era vice-presidente do Atlético-GO na época do crime O julgamento durou três dias e ocorreu após quatro adiamentos. O radialista Valério Luiz foi assassinado a tiros em 5 de julho de 2012, na porta da rádio onde trabalhava em Goiânia. Na época, a investigação da Polícia Civil apontou Maurício Sampaio como mandante do crime por causa de críticas que o radialista fazia contra diretoria do Atlético-GO.
Assistente de acusação do caso, Valério Luiz Filho, que é filho da vítima, condenou a saída de Maurício Sampaio do presídio. Segundo ele, o Ministério Público acionou o Supremo Tribunal Federal para reverter a soltura de Sampaio.
A promotoria justificou que Sampaio já “se utilizou de diversas manobras para protelar o seu julgamento e, por consequência, o cumprimento de sua pena”. O pedido argumenta que a suspensão é necessária para “também representar justiça ao corpo social, às vítimas e seus familiares”. Agora, a instituição aguarda agora a decisão do STF.
Objetivo era calar a vítima
De acordo com a decisão do júri, Maurício Sampaio premeditou o crime com o propósito de calar a vítima. Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, o assassinato foi motivado pelas críticas do radialista ao Atlético-GO.
Dentre as testemunhas de defesa, foi ouvido o jornalista Joel Datena, que tinha Ademá Figueiredo como segurança. Também falaram em defesa dos réus Adson batista, atual presidente Executivo do Atlético-GO, e Marcos Egídio, advogado do clube.
Por sua vez, a promotora Renata Marinho, em sua fala de acusação, contou aos jurados que o réu Maurício Sampaio ofereceu R$15 mil para Valério Luiz ser demitido do trabalho na época do crime. "Maurício Sampaio já tinha comportamentos de que não aceitava ser contrariado. Ele brigava e reagia de forma violenta."
Antes da realização do júri popular, o julgamento dos acusados de matar o radialista foi adiado quatro vezes. O último adiamento ocorreu em junho de 2022.





