MP localiza no AM grupo virtual suspeito de racismo contra Maria Júlia Coutinho
A operação coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que localizou na última quinta-feira (10/12) suspeitos das ofensas racistas contra a jornalista , identificou um grupo criado no Amazonas que pode ter envolvimento no caso.
Atualizado em 11/12/2015 às 10:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Parte dos ataques racistas contra a jornalista partiu de grupo do AM
De acordo com o G1, chamado "QLC - Que Loucura Cara", o grupo tem sede em Manaus e realiza ataques virtuais ofensivos a partir de perfis e nomes falsos. A página possui mais de 20 mil seguidores de todo o país.
Os suspeitos foram encaminhados até o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), onde foram ouvidos. Por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o órgão executou mandado de busca e apreensão no estado.
O MPE-AM informou que foram apreendidos computadores portáteis, celulares e tablets. Os equipamentos devem passar por perícia. Os suspeitos podem responder pelos crimes de racismo, injúria qualificada, organização criminosa e corrupção de menor.
Suspeito publica mensagem de vangloriando de ataque
A operação também encontrou uma mensagem na rede social de um dos suspeitos se vangloriando pela ação. Ele compartilhou uma notícia sobre o troféu dado à jornalista em setembro, no Prêmio Rio sem Preconceito e escreveu: "Se ela ganhou esse prêmio, a quem ela precisa agradecer mesmo?".
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo , o promotor Christiano Jorge Santos, responsável pela investigação, vê o gesto como exemplo da "ousadia" dos grupos organizados. "Quanto maior o alcance da ação, mais eles acham que se fortalecem", ponderou.
Durante as investigações, Santos já reuniu oito volumes de documentos e solicitou a quebra de sigilo de ao menos 30 perfis.





