Mortes de Vladimir Herzog e de Cunha serão investigadas por corte internacional
O Brasil será notificado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos pelos assassinatos do jornalista Vladimir Herzog e Luiz José da Cunha
Atualizado em 01/07/2011 às 12:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Brasil será notificado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, no mês de julho, pelos assassinatos do jornalista Vladimir Herzog e de Luiz José da Cunha, "o Crioulo", militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN), durante o regime militar (1964-1985), informa o Correio do Brasil.
Uma vez que o País for notificado, os julgamentos pelos crimes cometidos durante a ditadura, e que não foram investigados, poderão efetivamente começar. O Brasil terá espaço para exercer seu direito de defesa na Corte.
As famílias de Vlado e de Cunha são duas entre muitas outras, que lutam pelo direito de ter os assassinatos de seus familiares investigados.
"Acredito numa decisão em no máximo um ano após a notificação", afirmou a diretora do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) no Brasil, Beatriz Estela de Azevedo Affonso. A Cejil é uma das instituições que representam os parentes das vítimas da ditadura perante a Corte Interamericana.
Os processos dos dois podem ser mais rápidos, afirma Beatriz, pois a Corte já se familiarizou com o contexto histórico em que as mortes ocorreram. Entretanto, para a diretora do Cejil, julgamentos como estes devem demorar. "Novos casos vão chegar à Corte Interamericana, vão se acumular lá. Esse problema vai durar muito tempo ainda para o Brasil".
O País já foi condenado pelo tribunal, em 2010, por crimes cometidos contra militantes comunistas, durante a Guerra do Araguaia. O julgamento para este caso durou quase dois anos.
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Uma vez que o País for notificado, os julgamentos pelos crimes cometidos durante a ditadura, e que não foram investigados, poderão efetivamente começar. O Brasil terá espaço para exercer seu direito de defesa na Corte.
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"Acredito numa decisão em no máximo um ano após a notificação", afirmou a diretora do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) no Brasil, Beatriz Estela de Azevedo Affonso. A Cejil é uma das instituições que representam os parentes das vítimas da ditadura perante a Corte Interamericana.
Os processos dos dois podem ser mais rápidos, afirma Beatriz, pois a Corte já se familiarizou com o contexto histórico em que as mortes ocorreram. Entretanto, para a diretora do Cejil, julgamentos como estes devem demorar. "Novos casos vão chegar à Corte Interamericana, vão se acumular lá. Esse problema vai durar muito tempo ainda para o Brasil".
O País já foi condenado pelo tribunal, em 2010, por crimes cometidos contra militantes comunistas, durante a Guerra do Araguaia. O julgamento para este caso durou quase dois anos.
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