Mortes de jornalistas aumentam em 2007

Mortes de jornalistas aumentam em 2007

Atualizado em 28/01/2008 às 17:01, por Redação Portal IMPRENSA.

O relatório "Deadly Stories 2007", publicado pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), registrou um índice alarmante: pelo terceiro ano consecutivo, o número de mortes de jornalistas no mundo aumentou. Em 2007, 172 profissionais foram mortos, sendo 134 assassinatos e mortes violentas, além de 37 mortes em acidentes durante uma cobertura jornalística ou no trajeto de ida ou de volta.

As zonas mais vulneráveis são o Iraque, a Somália, o Paquistão, o Afeganistão e o Sri Lanka. O Iraque foi o responsável por quase um terço das mortes. 65 jornalistas e profissionais da mídia morreram no país em 2007. Oito foram mortos na Somália e sete no Paquistão.

Fora das áreas de conflito armado, a região mais perigosa é a América Latina - onde há jornalistas mortos por cobrirem o narcotráfico e a corrupção política. Seis profissionais morreram no México. No Brasil, dois jornalistas morreram: o fotógrafo freelance Róbson Barbosa Bezerra e o jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, do "Jornal do Porto".

O secretário-geral da organização, Aidan White, afirmou que "o relatório reforça a nossa determinação em lutar pela justiça nestes casos e garantir que os jornalistas podem trabalhar sem recear pela sua segurança".