Morte de jornalista paraguaio reacende debate sobre sistema de "narcopolítica" no país
A morte do jornalista Pablo Medina, conhecido por questionar supostos laços entre políticos e o tráfico de drogas chamou a atenção para a possível existência de um sistema de "narcopolítica" no Paraguai, maior produtor de maconha da América do Sul.
Atualizado em 16/12/2014 às 13:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
A suspeita é investigada pelo Congresso.
Crédito:Reprodução/Facebook Morte do jornalista revela narcopolítica no Paraguai
De acordo com a EFE, a hipótese ganhou força após a morte de Medina, 53, e de sua assistente, Antonia Almada, 19. Eles foram assassinados no dia 16 de outubro. Os jornalistas trabalhavam no diário ABC Color , localizado no departamento de Canindeyú, na fronteira com o Brasil.
Além deles, outros dois profissionais de imprensa foram mortos neste ano. Fausto Alcaraz e Elías Fernández Fleitas foram mortos após denunciarem sobre a conivência entre o narcotráfico e funcionários públicos, informou a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
No último dia 9 deste mês, a polícia prendeu um dos quatro suspeitos por matar Medina. O homem foi identificado como Arnaldo Cabrera, motorista de Vilmar Acosta, prefeito da cidade de Ypejihú, que também é acusado de participar do crime. Ele teria planejado a morte do jornalista. O irmão dele, Wilson, e o sobrinho, Flavio Acosta, são apontados como autores materiais. Todos eles estão foragidos.
O ABC Color informou que Acosta havia ameaçado Medina após a polícia encontrar um centro de armazenamento de maconha em uma propriedade de sua família. A publicação também denunciou que Cristina Villalba, deputada do Partido Colorado, era a "madrinha" política do prefeito.
O Congresso abriu uma comissão para obter documentação sobre o crime. O órgão também se encarregará de investigar a possível relação com uma suposta infiltração de organizações dedicadas ao narcotráfico nas instituições do Estado.
A medida ocorre com a aprovação de uma lei de transparência política considerada um marco internacional pelas organizações que lutam pela liberdade de expressão. A norma passa a vigorar no próximo ano e obriga as instituições e os funcionários a divulgar dados solicitados por qualquer cidadão sobre salários, viagens oficiais, contratos e outros dados que não são classificados como secretos.
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Além deles, outros dois profissionais de imprensa foram mortos neste ano. Fausto Alcaraz e Elías Fernández Fleitas foram mortos após denunciarem sobre a conivência entre o narcotráfico e funcionários públicos, informou a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
No último dia 9 deste mês, a polícia prendeu um dos quatro suspeitos por matar Medina. O homem foi identificado como Arnaldo Cabrera, motorista de Vilmar Acosta, prefeito da cidade de Ypejihú, que também é acusado de participar do crime. Ele teria planejado a morte do jornalista. O irmão dele, Wilson, e o sobrinho, Flavio Acosta, são apontados como autores materiais. Todos eles estão foragidos.
O ABC Color informou que Acosta havia ameaçado Medina após a polícia encontrar um centro de armazenamento de maconha em uma propriedade de sua família. A publicação também denunciou que Cristina Villalba, deputada do Partido Colorado, era a "madrinha" política do prefeito.
O Congresso abriu uma comissão para obter documentação sobre o crime. O órgão também se encarregará de investigar a possível relação com uma suposta infiltração de organizações dedicadas ao narcotráfico nas instituições do Estado.
A medida ocorre com a aprovação de uma lei de transparência política considerada um marco internacional pelas organizações que lutam pela liberdade de expressão. A norma passa a vigorar no próximo ano e obriga as instituições e os funcionários a divulgar dados solicitados por qualquer cidadão sobre salários, viagens oficiais, contratos e outros dados que não são classificados como secretos.
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