Morte de jornalista mexicana é condenada pela Anistia Internacional
A Anistia Internacional emitiu um comunicado oficial na última terça-feira (27), em que condena o assassinato da jornalista mexicana María Elizabeth Macías, 39 anos, bem como a "estratégia" de intimidação que fez outras duas vítimas somente neste mês.
Macías era chefe de redação do jornal Primeira Hora , e foi encontrada decapitada no último sábado (24), na cidade fronteiriça de Nuevo Laredo. Para a organização, a morte representa uma "clara ameaça a usuários das redes sociais nas regiões de maior violência no México".
O informe cobra que o governo do presidente Felipe Calderón projete medidas que possam "assegurar um clima em que os meios de comunicação [...] possam exercer o direito à liberdade de expressão sem temor de serem assassinados".
Outras duas pessoas foram assassinadas em Nuevo Laredo neste mês. "Esses três homicídios parecem representar uma estratégia alarmante para intimidar os usuários das redes sociais, para que eles deixem de comunicar informações relacionadas à violência", analisa a Anistia Internacional.
A ONU classifica o México como o país mais perigoso para a imprensa em toda a América. Cerca de 80 jornalistas foram mortos em território mexicano desde o ano de 2000.
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