Morte de jornalista argentino na Bolívia é denunciada à Comissão de Direitos Humanos
As circunstâncias que cercaram a morte do jornalista argentino Sebastián Moro, do jornal Página12, foram denunciadas à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por sua família.
Atualizado em 12/12/2019 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Moro, que cobria as manifestações após a queda do presidente Evo Morales, morreu depois de passar seis dias internado em uma clínica privada do bairro de Miraflores. Sua irmã questiona a versão dada pelo hospital, de que um AVC teria sido a causa da morte.
Crédito:Página 12
“Quando cheguei à Bolívia, na madrugada do dia 11 de novembro, e ao encontrar-me com meu irmão na Clínica Rengel para acompanhá-lo notei certas marcas e golpes em seu corpo que, no meu entender, não correspondiam unicamente com um AVC isquêmico que foi o diagnóstico informado”, disse Penélope ao jornal Página 12.
Rodolfo Yanzón, advogado contratado pela família, conta que a irmã dele descobriu que Sebastian tinha hematomas e arranhões diferentes na pele.
“Há pessoas que têm informações sobre o caso e está clandestina por ter passado por situações similares. Lembremos o caso do jornalista José Aramayo que foi privado de sua liberdade e atado a uma árvore. Há chamados telefônicos de Sebastián que foram apagados e estamos fazendo uma perícia sobre isso. E certamente temos um problema porque as autoridades da Bolívia exigiram que a família cremasse o corpo para que pudessem levá-lo para a Argentina. Lamentavelmente não poderemos ter as informações que uma autópsia revelaria. Mas confiamos na leitura fina que os médicos estão em condições de fazer porque há um cenário prévio para pensar que esse AVC foi consequência de uma agressão”, conta o advogado.
Jornalistas foram alvos de ataques durante os protestos que sucederam a queda do Evo Morales. Um grupo de profissionais argentinos teve que deixar o país escoltado após receber ameaças.
A ex-ministra de Segurança, Patricia Bulrrich chegou a dizer que todos os jornalistas argentinos ameaçados na Bolívia tinham sido resgatados e socorridos.
Crédito:Página 12
“Quando cheguei à Bolívia, na madrugada do dia 11 de novembro, e ao encontrar-me com meu irmão na Clínica Rengel para acompanhá-lo notei certas marcas e golpes em seu corpo que, no meu entender, não correspondiam unicamente com um AVC isquêmico que foi o diagnóstico informado”, disse Penélope ao jornal Página 12.
Rodolfo Yanzón, advogado contratado pela família, conta que a irmã dele descobriu que Sebastian tinha hematomas e arranhões diferentes na pele.
“Há pessoas que têm informações sobre o caso e está clandestina por ter passado por situações similares. Lembremos o caso do jornalista José Aramayo que foi privado de sua liberdade e atado a uma árvore. Há chamados telefônicos de Sebastián que foram apagados e estamos fazendo uma perícia sobre isso. E certamente temos um problema porque as autoridades da Bolívia exigiram que a família cremasse o corpo para que pudessem levá-lo para a Argentina. Lamentavelmente não poderemos ter as informações que uma autópsia revelaria. Mas confiamos na leitura fina que os médicos estão em condições de fazer porque há um cenário prévio para pensar que esse AVC foi consequência de uma agressão”, conta o advogado.
Jornalistas foram alvos de ataques durante os protestos que sucederam a queda do Evo Morales. Um grupo de profissionais argentinos teve que deixar o país escoltado após receber ameaças.
A ex-ministra de Segurança, Patricia Bulrrich chegou a dizer que todos os jornalistas argentinos ameaçados na Bolívia tinham sido resgatados e socorridos.





