Morre primeiro jornalista vítima dos conflitos no Egito
Morre primeiro jornalista vítima dos conflitos no Egito
Atualizado em 04/02/2011 às 22:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um repórter do jornal Al-Taawun é a primeira vítima fatal entre os jornalistas que cobrem os conflitos que atingem o Egito, informou o Huffington Post na noite desta sexta (04). Mohammed Mahmoud, 36 anos, foi ferido à bala enquanto fotografa a multidão da sacada de sua casa, próxima à praça Tahrir, onde acontecem os principais choques entre governistas, opositores do presidente Hosni Mubarak e forças policiais.
Mahmoud foi atingido no dia 28 de janeiro (os conflitos começaram três dias antes), e permanecia internado em estado grave. Egípcio, o repórter morreu nesta sexta, em decorrência dos ferimentos sofridos, e seu falecimento foi também repercutido pela rede Al Jazeera e pelo site do jornal estatal Al-Ahram .
Diversos jornalistas já vinham sofrendo pressões durante a cobertura, principalmente de autoridades governamentais e partidários. Um fotógrafo do Wall Street Journal foi espancado; um repórter da rádio France Inter foi internado após ser linchado; um repórter de uma TV da suécia foi esfaqueada nas costas e também está internada; e o âncora da rede CNN, Anderson Cooper, e sua equipe foram agredidos com socos e chutes.
Correspondentes da Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo tiveram seus respectivos quartos no hotel revistados na última quarta (02). Também na quarta o repórter Corban Costa, da Rádio Nacional, e o cinegrafista Gilvan Rocha, da TV Brasil, foram detidos, vendados, tiveram passaportes e equipamentos apreendidos e foram posteriormente deportados para o Brasil.
As manifestações de rua no Egito começaram no dia 25 de janeiro, de forma pacífica. Opositores de Mubarak exigem a saída do líder, que está há 30 anos no poder. O presidente anunciou que não concorrerá às eleições de setembro, mas pediu um prazo para deixar o cargo. Muitos cidadãos egípcios passaram a pedir a renúncia imediata do ditador ainda mais enfaticamente, aumentando a tensão no país. Boa parte dos revoltosos são jovens que articularam as mobilizações via redes sociais, como Facebook e Twitter.
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Mahmoud foi atingido no dia 28 de janeiro (os conflitos começaram três dias antes), e permanecia internado em estado grave. Egípcio, o repórter morreu nesta sexta, em decorrência dos ferimentos sofridos, e seu falecimento foi também repercutido pela rede Al Jazeera e pelo site do jornal estatal Al-Ahram .
Diversos jornalistas já vinham sofrendo pressões durante a cobertura, principalmente de autoridades governamentais e partidários. Um fotógrafo do Wall Street Journal foi espancado; um repórter da rádio France Inter foi internado após ser linchado; um repórter de uma TV da suécia foi esfaqueada nas costas e também está internada; e o âncora da rede CNN, Anderson Cooper, e sua equipe foram agredidos com socos e chutes.
Correspondentes da Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo tiveram seus respectivos quartos no hotel revistados na última quarta (02). Também na quarta o repórter Corban Costa, da Rádio Nacional, e o cinegrafista Gilvan Rocha, da TV Brasil, foram detidos, vendados, tiveram passaportes e equipamentos apreendidos e foram posteriormente deportados para o Brasil.
As manifestações de rua no Egito começaram no dia 25 de janeiro, de forma pacífica. Opositores de Mubarak exigem a saída do líder, que está há 30 anos no poder. O presidente anunciou que não concorrerá às eleições de setembro, mas pediu um prazo para deixar o cargo. Muitos cidadãos egípcios passaram a pedir a renúncia imediata do ditador ainda mais enfaticamente, aumentando a tensão no país. Boa parte dos revoltosos são jovens que articularam as mobilizações via redes sociais, como Facebook e Twitter.
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