Morre o colunista americano William Safire, autor dos discursos de Richard Nixon

Morre o colunista americano William Safire, autor dos discursos de Richard Nixon

Atualizado em 28/09/2009 às 08:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Morreu, no último domingo (27), aos 79 anos, o jornalista norte-americano William Safire. Colunista do veículo The New YorkTimes ( NYT ) por trinta anos, recebeu um prêmio Pulitzer na década de 70, por suas articulações sobre a política dos EUA. O jornalista faleceu em um asilo na cidade de Rockville, estado de Maryland, vítima de complicações decorrentes de um câncer no pâncreas.

Divulgação
William Safire
Safire iniciou sua trajetória profissional em 1951, trabalhando em rádio e televisão. Entre 1952 e 1954, serviu o exército norte-americano. No ano seguinte, foi nomeado para trabalhar na TexMcCrary, empresa de relações públicas que tinha como cliente a companhia responsável pela construção da "típica casa americana" para exibição dos EUA na Rússica.

A amostra do estilo de vida americano da época, conhecido como "American Way Life", levou à organização de um evento, em que participaram o então vice-presidente dos EUA, Richard Nixon e o líder soviético Nikita Khrushchev. Na ocasião, inquiriu aos participantes sobre os prós e contras do capitalismo e socialismo, em meio à disputa hegemônica dos dois países no período da Guerra Fria.

Em 1959, foi contratado por Nixon para assessorá-lo em sua campanha presidencial de 1960. Safire esteve junto ao republicano por 14 anos, sendo responsável pelos discursos do político no período em que esteve na presidência dos EUA (1969-1974). Deixou o cargo de assistente especial um ano antes da renúncia de Nixon, motivada pela repercussão do famoso caso "Waltergate".

Após abandonar a assessoria presidencial, passou a escrever uma coluna sobre política no The New York Times (NYT). Em 30 anos de jornal, redigiu mais de três mil textos, em que se dirigia a figuras políticas dos EUA e defendia as liberdades individuais da população. Recebeu o prêmio Pulitzer em 1979, devido a uma coluna sobre a administração financeira de Bert Lance, diretor de Orçamento do então presidente dos EUA, Jimmy Carter.

Em 2005, ano em que deixou o NYT, tornou-se vice-presidente da Fundação Dina, que apoia pesquisas nas áreas de neurociência, imunologia e disfunções cerebrais. Em 2006, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade do então chefe de estado George W.Bush.