Morre Laura Pollán, a defensora que lutou pela libertação de jornalistas em Cuba
A defensora dos Direitos Humanos em Cuba, Laura Pollán, morreu na última sexta-feira (14), por complicações respiratórias, em um hospital de
Havana, segundo o New York Times . Ela era líder do grupo "Damas de Branco", que pede a libertação de presos políticos no país. As informações são do .
À luta de Pollán, seu marido, o jornalista Héctor Maseda Gutiérrez, condenado a 20 anos de prisão em 2003, foi libertado em fevereiro de 2011, após um acordo entre o presidente Raúl Castro e a Igreja Católica.
"Na época em que seu marido e outros jornalistas estavam presos, Pollán trabalhou com o Comitê para a Proteção dos Jornalitas (CPJ), para conseguir pequenas doações para as famílias de repórteres", escreveram Carlos Lauría e María Salazar-Ferro, ambos do Comitê.
"A líder das 'Damas de Branco' está morta e ninguém em Cuba poderá jamais levar um gladíolo nas mãos sem pensar em Laura Pollán", escreveu a blogueira cubana Yoani Sánchez.
Ela também criticou a atitude do governo em relação à morte de Pollán. "Nos mesmos dias em que Laura agonizava na terapia intensiva, na TV exibia um programa difamando a líder das 'Damas de Branco'. Entre as características mais notáveis da falta de grandeza do governo está sua incapacidade de respeitar um adversário político, mesmo quando ele está morrendo", ressaltou a blogueira.
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