Morre, aos 72 anos, o jornalista e ex-diretor de redação do "Estadão" Sandro Vaia
Morreu, no último sábado (2/4), aos 72 anos, o jornalista e escritor Sandro Vaia, ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo.
Atualizado em 04/04/2016 às 09:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
No último sábado (2/4), Morreu aos 72 anos, o jornalista e escritor , ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo . Vítima de falência múltipla dos órgãos, ele estava internado no Hospital 9 de Julho desde o início de março, quando foi submetido a uma cirurgia gástrica.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista participou de momentos importantes no "Estadão"
De acordo com o Estadão , o jornalista deixa a viúva, Vera, a filha, Giuliana, e a neta, Ana Luisa. O corpo foi velado no Velório Municipal Central Adamastor Fernandes, no centro de Jundiaí (SP). O enterro ocorreu às 16h do domingo (3/4), no Cemitério Nossa Senhora do Desterro, também no interior de São Paulo.
Sandro dirigiu a publicação de 2000 a 2006. Antes, já havia atuado como editor do Jornal da Tarde , da revista Afinal e como diretor da Agência Estado. Escreveu o livro "A ilha roubada - Yoani, a blogueira que abalou Cuba".
O jornalista participou de uma profunda reforma no Estadão ao longo de 2004, junto com o então editor-chefe Roberto Gazzi. Segundo o jornal, o resultado foi um "produto de desenho elegante e moderno – revitalizado sem prejuízo da sobriedade –, aceito imediatamente pelo mercado anunciante e pelos leitores".
Com hábitos singulares e conhecido por seu bom humor, Sandro gostava de receber, todas as manhãs, diversos jornais nacionais e internacionais. Lia cada um deles com muita atenção. Depois, jogava os exemplares para trás da cadeira, formando uma pilha ao redor de sua mesa.
Perfeccionista, queria mais do que a informação certa. As edições deveriam conter textos bem escritos, com estilo e qualidade. Quando não encontrava alguma reportagem com essas características, cobrava. Para ele, "o leitor merecia um 'afago'".
Há dez anos, desde que deixou o cargo, dedicava-se às plataformas digitais. Colaborava, por exemplo, com o "blog do Noblat". Dezenas de pessoas usaram as redes sociais para homenagear o jornalista.
"O jornalismo brasileiro perde um mestre do ofício, Sandro Vaia. Será sempre lembrado como um grande amigo, um grande chefe e, acima de tudo, grande pessoa", escreveu Roberto Gazzi, em sua página no Facebook. "O Sandro Vaia era um cara sensacional (...) O nosso jornalismo, tão empobrecido, surrado e sofrido, perde um dos grandes", comentou a jornalista Rita Lisauskas.
O também jornalista Pedro Fávaro Júnior lembrou da tranquilidade do amigo, chefe e colega durante o tempo em que trabalharam juntos na Agência Estado. "Lembro até hoje de um dos meus grandes sustos com ele: fui cobrir o velório de uma ex-vereadora importante, lá por mil novecentos e oitenta e qualquer coisa, e lá estava Sandro Vaia com seu bloquinho de apontamentos na mesma tarefa do foca aqui – meu ídolo na década de 1970."
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista participou de momentos importantes no "Estadão"
De acordo com o Estadão , o jornalista deixa a viúva, Vera, a filha, Giuliana, e a neta, Ana Luisa. O corpo foi velado no Velório Municipal Central Adamastor Fernandes, no centro de Jundiaí (SP). O enterro ocorreu às 16h do domingo (3/4), no Cemitério Nossa Senhora do Desterro, também no interior de São Paulo.
Sandro dirigiu a publicação de 2000 a 2006. Antes, já havia atuado como editor do Jornal da Tarde , da revista Afinal e como diretor da Agência Estado. Escreveu o livro "A ilha roubada - Yoani, a blogueira que abalou Cuba".
O jornalista participou de uma profunda reforma no Estadão ao longo de 2004, junto com o então editor-chefe Roberto Gazzi. Segundo o jornal, o resultado foi um "produto de desenho elegante e moderno – revitalizado sem prejuízo da sobriedade –, aceito imediatamente pelo mercado anunciante e pelos leitores".
Com hábitos singulares e conhecido por seu bom humor, Sandro gostava de receber, todas as manhãs, diversos jornais nacionais e internacionais. Lia cada um deles com muita atenção. Depois, jogava os exemplares para trás da cadeira, formando uma pilha ao redor de sua mesa.
Perfeccionista, queria mais do que a informação certa. As edições deveriam conter textos bem escritos, com estilo e qualidade. Quando não encontrava alguma reportagem com essas características, cobrava. Para ele, "o leitor merecia um 'afago'".
Há dez anos, desde que deixou o cargo, dedicava-se às plataformas digitais. Colaborava, por exemplo, com o "blog do Noblat". Dezenas de pessoas usaram as redes sociais para homenagear o jornalista.
"O jornalismo brasileiro perde um mestre do ofício, Sandro Vaia. Será sempre lembrado como um grande amigo, um grande chefe e, acima de tudo, grande pessoa", escreveu Roberto Gazzi, em sua página no Facebook. "O Sandro Vaia era um cara sensacional (...) O nosso jornalismo, tão empobrecido, surrado e sofrido, perde um dos grandes", comentou a jornalista Rita Lisauskas.
O também jornalista Pedro Fávaro Júnior lembrou da tranquilidade do amigo, chefe e colega durante o tempo em que trabalharam juntos na Agência Estado. "Lembro até hoje de um dos meus grandes sustos com ele: fui cobrir o velório de uma ex-vereadora importante, lá por mil novecentos e oitenta e qualquer coisa, e lá estava Sandro Vaia com seu bloquinho de apontamentos na mesma tarefa do foca aqui – meu ídolo na década de 1970."





