Morre, aos 59 anos, o jornalista Ramiro Alves
Depois de uma dura batalha contra o câncer, o jornalista Ramiro Alves, 59 anos, morreu ontem, no Rio de Janeiro. Ele estava na sua casa, no bairro de Ipanema, Zona Sul da cidade.
O jornalista, que chefiou redações de rádio, TV, jornal e internet, era reconhecido pelos colegas por ser um editor rigoroso, mas ao mesmo tempo generoso.
Ramiro começou a carreira na Rádio Jornal do Brasil, em 1981, onde entrou como repórter, mas chegou à chefia de reportagem rapidamente. Na sequência, passou pela antiga TVE, atual TV Brasil, em 1986, e seguiu para a "Tribuna da Imprensa", onde iniciou a trajetória como editor de política.
Foi editor de País, do O Globo, onde circulou pelas principais redações do jornal, chegando a comandar a sucursal de São Paulo e ser coordenador de Política em Brasília.
Em 1996, coordenou a equipe de reportagem que venceu o Prêmio Esso de Jornalismo com revelações sobre os arquivos da Guerrilha do Araguaia.
No ano seguinte, mudou-se para a TV Bandeirantes e, depois, passou oito anos no cargo de editor de Política da revista "Istoé".
Resolveu respirar novos ares, e aceitou a proposta de ser assessor especial do Ministério da Fazenda, nos governos Lula e Dilma.
Voltou ao jornalismo para dirigir as redações do "Brasil Econômico" e dos jornais "O Dia" e "Meia Hora", e tornou-se publisher do Grupo Ejesa, que editava os três veículos. Em 2016, retornou à Fazenda por um curto período de quatro meses.
Sua última atividade profissional foi como sócio da Avenida Comunicação, especializada em consultoria e assessoria política. Era um dos editores do site "Diário do Porto", lançado em março.
O corpo de Ramiro Alves será velado na sexta-feira (25) das 10h às 16h no Memorial do Carmo Vertical, capela 3.
Leia mais






