Morre, aos 51 anos, a colunista, cantora e ativista LGBT Vange Leonel

Ela lutava contra um câncer no ovário.

Atualizado em 15/07/2014 às 09:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Morreu, na última segunda-feira (14/7), a cantora, escritora e ativista LGBT Maria Evangelina Leonel Gandolfo, mais conhecida como Vange Leonel, aos 51 anos.
Crédito:Divulgação Colunista lutava contra um câncer de ovário
Segundo a Folha de S.Paulo , ela estava internada no Hospital Santa Isabel, em São Paulo (SP). O velório acontece nesta terça (15/7) no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra (SP), das 10h às 14h. O corpo será cremado.
Vange se dedicou a uma coluna GLS na Revista da Folha , de 2001 a 2010, também foi colunista da revista Sui Generis e do site do Mix Brasil. Atualmente, ela escrevia sobre cervejas artesanais no blog "Lupulinas", no site da CartaCapital , em parceria com a jornalista Cilmara Bedaque, com quem estava casada há mais de 20 anos.
No último domingo (13/7), a jornalista publicou em sua no Twitter uma mensagem pedindo orações, dizendo que a cantora estava com um sério problema de saúde. Na segunda, escreveu: "Um sentimento que deixa partir tendo a certeza da liberdade do amor. Ela então sonhou que era livre. Do cateter, das agulhas em suas veias, do buraco em seu peito. Eu só pude dizer: você é livre".
Vange começou a carreira musical nos anos 1980 como vocalista da banda Nau. Seu maior sucesso veio com a carreira solo e a canção "Noite Preta". Como escritora, lançou as obras "Lésbicas" (1999), "Grrrls: Garotas Iradas" (2001), "As Sereias da Rive Gauche" (2002) e "Balada para as Meninas Perdidas" (2003).