"Morning Show" aposta em debate entre jornalistas para cativar o público

Quem foi que disse que não há espaço para debate de ideias no jornalismo no Brasil? Apostando nessa fórmula de que trocar opiniões é o melhor para ajudar na formação de opinião do público, o programa "Morning Show", da rádio , tem conquistado o público e audiência no dial e no Twitter.

Atualizado em 17/03/2016 às 09:03, por Vanessa Gonçalves.


Crédito:Zé Paulo Cardeal Programa aposta no debate de ideias divergentes
Comandada por Edgard Piccoli, a atração que vai ao ar de segunda à sexta, das 10h às 11h30, para todo Brasil, conta com a participação dos jornalistas Helen Braun, Claudio Tognolli, Paula Carvalho e José Armando Vannucci, que têm carta branca para falar de tudo, sem papas nas língua.
Essa experiência tem rendido ao "Morning Show" crescimento na audiência, registrando mais de 122 mil ouvintes por minuto, somando as audiências da AM e FM, sem contar que, diariamente, tem abocanhado um lugarzinho nos Trend Topics do Twitter, já que permite ao ouvinte participar ativamente dos debates sob a hashtag #JPMorningShow.
À IMPRENSA, Helen Braun comenta sobre o sucesso do programa e dessa fórmula que não esconde do ouvinte a opinião de seus jornalistas.
IMPRENSA: Por que o Morning Show aposta no debate entre jornalistas de linhas políticas diferentes? HELEN BRAUN: O debate entre jornalistas que possuem vivências e visões de mundo distintas é enriquecedor para o ouvinte e atende a missão de um jornalismo plural e de respeito aos ideais democráticos, que a Jovem Pan procura fazer.
Qual a importância dessa diversidade de opiniões no Morning Show? O Morning Show não subestima seus ouvintes: como a revista eletrônica que somos, a ideia é, justamente, levar diversidade, ampliar o conhecimento, e colocar em pauta o que é notícia em diferentes editorias. Tudo isso, provando que informação não precisa ser chata e sisuda. A ideia é realmente fazer a diferença no dia-a-dia dos nossos ouvintes.
De que forma, esse debate entre os comentaristas têm contribuído para a audiência do programa? O debate sempre é enriquecedor. Ele traz mais vivacidade ao programa, permite que o ouvinte conheça vozes plurais e é fundamental para que o receptor entenda que toda notícia tem mais de um lado. Procuramos fugir do obvio para que nosso ouvinte de repente perceba que há interpretações sobre os assuntos do dia que ele ainda não havia pensado.
As redes sociais têm uma forte influência no programa. Como administram isso? A gente não impõe nada. A grande sacada do Morning Show é que a gente convida o ouvinte a participar, ficar engajado, refletir sobre o cotidiano. E, acreditamos que isso é o que tem feito a audiência do programa aumentar: em tempos em que todos querem ser ouvidos, o Morning Show encontrou uma forma de diálogo mesmo com o público – ouvimos nossos ouvintes, conversamos com eles em tempo real (pelas redes sociais) e trazemos análises distintas daquele mais do mesmo binário que hoje divide o país. A repercussão na internet é imediata: os ouvintes se engajam, adotam um integrante da bancada como favorito e passam a torcer por ele, conforme sua identificação com o discurso de cada um.