Miriam Leitão excluída de feira literária em Santa Catarina após ameaças de morte e tumulto

Acredita-se que as ameaças foram feitas por militantes radicais que defendem pautas ultraconservadoras nas redes sociais e acusam Miriam de

Atualizado em 17/07/2019 às 13:07, por Redação Portal Imprensa.

Anunciada em 16 de julho, a exclusão de Miriam Leitão da 13ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul (SC), devido a ameaças de tumulto e morte sofridas pela jornalista e pela direção do evento, está repercutindo entre profissionais de comunicação, na imprensa e na internet.
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ser uma jornalista "imparcial" e excessivamente crítica em sua cobertura do governo do presidente Jair Bolsonaro.
O presidente da Associação Catarinense de Imprensa (ACI), Ademir Arnon, lamentou a suspensão do convite. Citando intransigência e intolerância, ele deu entrevista ao portal catarinense NSC Total afirmando temer uma “caça às bruxas”.
Por sua vez, a direção da Feira do Livro afirmou em nota que em toda sua história, nunca a “festa da literatura foi atacada pela escolha de seus convidados”. Também ao NSC Total, o coordenador artístico do festa literária de Jaraguá do Sul, Carlos Schroeder, afirmou estar envergonhado por não conseguir garantir a segurança de Miriam Leitão no evento.
No Twitter, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lamentou o episódio afirmando que "discórdia faz parte do jogo democrático, impedir a voz, não". Já Fernando Mitre, da Rede Bandeirantes, classificou o episódio como péssimo caminho, capítulo perigoso e inaceitável.

A mesa de debates na qual a jornalista participaria ocorreria no dia 15 de agosto e levava o nome de “Biblioteca Afetiva”. Também teria a participação do sociólogo Sérgio Abranches. A 13ª edição do evento ocorre entre os dias 8 e 18 de agosto, no Centro Cultural de Jaraguá do Sul.