Ministro português critica jornalista do "Público" por fazer "jornalismo interpretativo"

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas acusa a jornalista Maria José Oliveira, do português Público, de escrever

Atualizado em 21/05/2012 às 14:05, por Redação Portal IMPRENSA.

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas acusa a jornalista Maria José Oliveira, do português Público , de escrever suas notícias "num estilo de “jornalismo interpretativo”, informou o portal RTP Notícias, no último domingo (20/5).
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Segundo o portal, em carta de cinco páginas que enviou à Entidade Reguladora da Comunicação (ERC), Relvas aponta o que considera como vários erros e omissões nos artigos. Segundo ele, a técnica é construir um quadro narrativo inicial e tudo fazer depois para que a realidade se adapte a esse quadro.
Na última terça-feira (15/5), a jornalista escreveu um texto para o Público chamado "Relvas admite relatórios e propostas de nomes para as secretas", que segundo Relvas não corresponde a verdade. O ministro afirmou que que nunca havia recebido qualquer relatório dos serviços de informações.
Segundo ele, os responsáveis pela publicação alteraram o título para "Relvas admite ter recebido propostas de nomes para as secretas". Apesar da retificação rápida, "o mal estava feito". De acordo com o portal, ainda é possível ver esse o título inicial repercutido na Internet.
Na carta, Relvas também critica outros textos da jornalista. Segundo ele, "o Público tem vindo a publicar, sempre com a assinatura da mesma jornalista, várias peças noticiosas tendentes a construir uma narrativa que os fatos não confirmam em pormenores decisivos."
Ele também afirma que os textos de Maria contêm várias omissões e cita ainda várias frases da jornalista que considera "jornalismo interpretativo".
E-mails
O documento enviado por Relvas à ERC inclui ainda e-mails trocados entre a jornalista e António Valle, assessor do ministro. Neles, a jornalista fez uma pergunta, e mais tarde três outras perguntas sobre as declarações do ministro na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias no dia 15 de maio. Segundo Relvas, a jornalista deu prazo de 32 minutos para receber a resposta. "Prazo que, por motivos facilmente compreensíveis, não foi possível cumprir", disse. Segundo a RTP, a jornalista garantiu que o assessor respondeu a esse primeiro e-mail, às16h01, com "todos os esclarecimentos sobre este assunto foram oportunamente prestados em sede própria, ou seja, na 1ª Comissão Parlamentar. O Ministro-adjunto reafirma que só conheceu o Dr. Jorge Silva Carvalho quando era Secretário-Geral do PSD". O assessor teria respondido o segundo e-mail também com as mesmas duas frases.