Ministro pede reflexão sobre papel da imprensa após as eleições e sugere regulação do setor
Titular da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho garante imprensa livre e vê na agenda pública brasileira debate sobre mídias.
Atualizado em 27/10/2014 às 13:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Agência Brasil Gilberto Carvalho destacou o que chamou de "golpe midiático" da imprensa
Poucas horas depois, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho pediu uma reflexão sobre o papel da imprensa no país após as eleições. Segundo ele, é “um milagre” a petista ganhar a eleição diante do que chamou de "golpes sofridos nos últimos dias".
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo , o político considerou a reportagem da revista Veja, que informa que Lula e Dilma tinham conhecimento dos atos ilícitos na Petrobras, como uma tentativa de "golpe midiático". "É um milagre da maturidade do povo brasileiro que sabe distinguir aqueles que transmitem a informação e aqueles que plantam e semeiam o ódio que felizmente não prosperou”.
Ao discorrer sobre a cobertura jornalística durante a corrida eleitoral, o ministro afirmou que setores da imprensa atuaram para “plantar o ódio” neste pleito ao transmitir a imagem de que o Partido dos Trabalhadores (PT) "inventou a corrupção". No entanto, Carvalho não quis detalhar quais as ações podem vir a ser tomadas no segundo governo Dilma em relação aos meios de comunicação.
Em com blogueiros no mês passado, a própria presidente destacou a necessidade de uma regulação econômica da mídia. Para ela, há uma demanda da sociedade para a regulação do setor que, “como qualquer outro, tem de ser regulado”. "A imprensa tem que continuar livre", defendeu Carvalho, pedindo reflexão da imprensa. Outros integrantes do governo também apoiam o debate.
Afastado do posto de ministro do Desenvolvimento Agrário para integrar a equipe de coordenação de campanha, Miguel Rossetto inclui no que chama de "reformas prioritárias" do segundo mandato uma "ampla discussão" sobre o papel da imprensa no país. "Em minha opinião, há uma agenda que sai da disputa eleitoral clara, que é uma ampla discussão dos meios de comunicação”, declarou.





