Ministro defende governança global de internet sem dependência dos EUA
Questão será discutida na Conferência NET Mundial, que será realizada nos dias 23 e 24 de abril.
Crédito:Agência Brasil Ministro diz que Brasil defenderá governança mundial da internet
"Nossa crítica está ligada ao fato que a internet está muito concentrada nos Estados Unidos, os servidores estão todos no hemisfério norte" e, frente a isso, se requer "infraestrutura" nos outros países, explicou.
Segundo a EFE, a ideia de promover o encontro surgiu depois das denúncias sobre espionagem internacional. Os documentos indicaram que a presidente Dilma Rousseff e empresas estatais, como a Petrobras, foram vigiadas pelo governo de Washington. Segundo o ministro, os Estados Unidos vão participar como uma delegação governamental.
Bernardo ponderou que após as denúncias do ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), Edward Snowden, "houve uma mudança de como a opinião pública passou a ver a internet e a necessidade de mudanças no sistema de governança existente".
Delegações de 85 países confirmadas
Delegações de pelo menos 85 países estarão presentes na conferência internacional, informaram os organizadores na última terça (15/4). Além disso, 22 ministros já confirmaram presença.
Entre as delegações com participação ministerial já confirmadas destacam-se as de países como os Estados Unidos, França, Gana, África do Sul, Argentina e China, assim como as de órgãos supranacionais como a União Europeia.
O NETmundial será retransmitido em sete línguas e será eixo de eventos paralelos em 33 cidades de todo o mundo, a maior parte no hemisfério sul. Estima-se que estarão presentes mais de 600 pessoas de pelo menos 85 países procedentes da sociedade civil, do setor privado e do setor técnico.
Entre os representantes do setor privado destacam-se multinacionais como Microsoft, Google e Facebook, que participaram dos debates prévios. Em paralelo, será realizado também o Arena Mundial, um fórum para que os cidadãos sem acesso ao encontro oficial também possam discutir sobre governança na internet.





