Ministro da Secom rebate delator e nega irregularidades em doações de campanha

Acusado na última sexta-feira (3/7) de "achacar" Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC em delação premiada na Operação Lava Jato, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), negou ter pressionado o empresário a fazer doações enquanto era tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff à reeleição em troca da manutenção de contratos da construtora com a Petrobras.

Atualizado em 04/07/2015 às 15:07, por Redação Portal IMPRENSA.

de "achacar" Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC em delação premiada na Operação Lava Jato, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), negou ter pressionado o empresário a fazer doações enquanto era tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff à reeleição em troca da manutenção de contratos da construtora com a Petrobras.
Crédito:Agência Brasil Ministro promete processar Pessoa por denúncias infundadas
Em entrevista à CartaCapital , o ministro rebateu as acusações e lamentou o vazamento seletivo das delações à imprensa. "Devo ser o primeiro tesoureiro na história das campanhas brasileiras acusado por receber recursos legais".
Silva disse que teve três encontros com Pessoa. "O primeiro quando o conheci, no comitê em Brasília. Ele disse que sua empresa sempre colabora nas campanhas. Afirmou ainda que o Brasil estava no caminho certo, fez elogios ao nosso projeto e falou das doações. Disse ainda ter relações com líderes de outros partidos e que doaria a outros candidatos. Depois o encontrei nos escritórios da UTC em São Paulo e no Rio de Janeiro. (...) Tive com ele a mesma conversa que travei com mais de uma dezena de empresários", alega.
O ministro confirmou que formalizou ao ministro do STF, Teori Zavascki, um pedido para acessar a delação de Ricardo Pessoa para confrontar o conteúdo com que foi diulgado pela mídia. Edinho Silva ainda diz que promete tomar as medidas judiciais cabíveis, caso se comprove o que saiu na imprensa.