Ministro da Saúde defende propostas que limitam a publicidade de cervejas

Arthur Chioro afirmou que defenderá uma maior regulamentação na exibição de propagandas de cerveja no país, apoiando propostas de prevenção.

Atualizado em 20/05/2014 às 18:05, por Redação Portal IMPRENSA.

O ministro da saúde Arthur Chioro afirmou nesta segunda-feira (19/5) que defenderá uma maior regulamentação na exibição de propagandas de cerveja no país, apoiando propostas de prevenção em relação ao consumo de produtos alcoólicos. Em entrevista concedida em Genebra, na Suíça, o político refutou o questionamento acerca da liberação de bebidas nos estádios durante o evento mundial que deve ocorrer no próximo mês. "A Copa é temporal", afirmou.
Crédito:Agência Brasil Ministro pretende restringir publicidade de cerveja no país
De acordo com O Estado de S. Paulo , as declarações foram dadas durante a Assembleia Mundial da Saúde, em que o ministro ressaltou que o combate ao consumo excessivo de produtos alcoólicos será prioridade em sua gestão. Entretanto, uma das formas que o poder público encontra para incrementar a precaução se baseia na limitação de horários para a veiculação de peças publicitárias de empresas do ramo. Atualmente, a restrição atinge apenas bebidas com maior grau de álcool.
"Há um grande movimento liderado pelo Ministério Público, Conselho Nacional de Saúde e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ampliar a regulamentação da publicidade, no sentido de ver o que é bebida alcoólica. A nossa legislação deixa de fora algumas bebidas e cerveja", disse.

Mesmo participando de debates sobre possíveis medidas,Chioro apontou que o governo ainda não tem uma posição fechada a respeito da proposta de limitação, pois estão “discutindo internamente sobre o assunto”.
Em contrapartida, ele declarou que o seu ministério é favorável ao eventual projeto. "Não podemos desconsiderar o tema. Como ministro da Saúde, eu seria absolutamente inconsequente. Se na agenda internacional queremos discutir a dependência, o conjunto de medidas, que inclui prevenção, que puder ser considerado, merece da parte do Ministério da Saúde um tratamento muito especial", conclui.