Ministro da Educação não se posiciona sobre proposta da FENAJ

Ministro da Educação não se posiciona sobre proposta da FENAJ

Atualizado em 14/09/2005 às 09:09, por Por: Federação Nacional dos Jornalistas.

Em entrevista ao site "O Jornalista" publicada no dia 9 de setembro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, reconheceu que há uma proliferação de cursos de nível superior no país, sem que este crescimento venha acompanhado de qualidade. Sobre a proposta da FENAJ de uma moratória na abertura de novos cursos de Jornalismo, ele limitou-se a dizer que está aberto à discussão sobre sua abertura e credenciamento.

Haddad comentou que o crescimento de instituições privadas de ensino superior "nem sempre comprometidas com a qualidade do ensino" acelerou-se a partir da década de 1980. Ele considerou, no entanto, que uma universidade comprometida com um projeto de nação " deve responder a um conjunto de critérios e marcos regulatórios que assegurem um ensino superior de qualidade". E disse que é este o objetivo do anteprojeto de Reforma Universitária do governo federal.

Questionado se tem ouvido as reivindicações das entidades dos jornalistas, o ministro não assumiu as propostas da categoria. Disse que o Ministério da Educação está à disposição de todos os setores e segmentos da sociedade e que o debate em torno do anteprojeto de reforma universitária contou com contribuições da FENAJ, SBPJor e FNPJ. Segundo ele, "o anteprojeto da reforma universitária não é o desejo expresso do governo ou de qualquer associação, entidade ou instituição. É fruto de um diálogo, exercido de forma plena e que tem, como produto final, não um consenso, mas uma convergência muito grande na direção de uma educação superior de qualidade e estratégica para o desenvolvimento do país".

Já quanto à moratória na abertura de novos cursos de Jornalismo defendida pela FENAJ, Haddad registrou que a Federação foi convidada a participar, em outubro, de um seminário que reunirá entidades representativas das áreas de medicina e direito para debater procedimentos, normas e contribuições para a abertura e credenciamento de novos cursos. " Nós queremos em outubro justamente aprofundar a discussão, para que as regras de autorização de cursos sejam melhor delineadas".