Ministro da Defesa diz que STF deve decidir sobre sigilo da fonte para jornalista
Ministro da Defesa diz que STF deve decidir sobre sigilo da fonte para jornalista
Nesta quarta-feira (17), ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou que o sigilo da fonte para jornalistas deve ser relativizado em casos de crimes. Além disso, o ministro também questionou se a divulgação de informações provenientes de grampos ilegais condiz com a liberdade de imprensa. "Os senhores [deputados] terão que prestar atenção num ponto: não só no interceptador ilícito, mas também no vazador de informações. Se os senhores não fecharem as duas pontas, vai continuar a acontecer o que está acontecendo", disse, se referindo aos jornalistas como detentores de dados relevantes.
As declarações foram uma resposta ao questionamento de alguns deputados da CPI dos Grampos sobre a ausência de provas na reportagem publicada na revista Veja para a derrubada da cúpula da Abin - acusada de grampear o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres.
De acordo com o portal Último Segundo, Jobim afirmou que "se é possível ser relativizado o sigilo da fonte em casos de ilícitos criminais, isso o STF tem que decidir (...) Há casos em que o STF relativizou valores constitucionais devido a outros valores constitucionais. A questão é saber como compatibilizar e se é ou não compatível a responsabilidade de divulgação [dos grampos] com a liberdade de imprensa".
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