Ministro da Cultura pede desculpas a jornalistas por declaração "intempestiva"
Ministro da Cultura pede desculpas a jornalistas por declaração "intempestiva"
A declaração feita pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, de que jornalistas seriam "pagos para mentir" causou polêmica e gerou de reações de entidades de imprensa e meios de comunicação no Brasil. A fala surgiu em evento realizado no Rio de Janeiro (RJ), quando o ministro foi questionado sobre a produção e impressão pelo Ministério de panfletos de caráter eleitoral com recursos públicos.
| Agência Brasil |
| Juca Ferreira |
"Desrespeitado, retruquei. Fui, entretanto, infeliz na minha manifestação. Esta passou a impressão de que eu estava generalizando minha indignação para com a imprensa toda. Deixo claro: não tive qualquer intenção de generalizar, e nem generalizei. Não é esta a opinião que tenho sobre esta instituição. Sei de sua fundamental importância para a consolidação da nossa democracia. Sempre mantive relação franca e respeitosa com os órgãos de comunicação e com os jornalistas. Esta é minha história política", disse Juca Ferreira.
O ministro reconheceu que a resposta foi "intempestiva". "Minha indignação, ainda que legítima, permitiu sua descontextualização. Por isto me penitencio".
Juca Ferreira termina a nota tentando, mais uma vez, esclarecer o episódio do polêmico folder. "Lembro, entretanto, dois fatos que repõem a questão do folder, objeto da polêmica, nos seus devidos eixos: um, que os parlamentares do Congresso Nacional haviam recebido antecipadamente uma cópia do folder; dois, que ele já havia sido distribuído na Câmara, no Dia Nacional da Cultura (5 de novembro), data em que não gerou qualquer tipo de manifestação de descontentamento. Concluindo: o folder foi usado como pretexto para não discutir um projeto que, indiscutivelmente, vai beneficiar milhões de brasileiros - o Vale-Cultura".
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