Ministro da Cultura pede desculpas a jornalistas por declaração "intempestiva"

Ministro da Cultura pede desculpas a jornalistas por declaração "intempestiva"

Atualizado em 01/12/2009 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A declaração feita pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, de que jornalistas seriam "pagos para mentir" causou polêmica e gerou de reações de entidades de imprensa e meios de comunicação no Brasil. A fala surgiu em evento realizado no Rio de Janeiro (RJ), quando o ministro foi questionado sobre a produção e impressão pelo Ministério de panfletos de caráter eleitoral com recursos públicos.

Agência Brasil
Juca Ferreira
Para amenizar o fato, na noite da última segunda-feira (30), Ferreira emitiu nota de esclarecimento, na qual afirmar se "penitenciar" pelo que disse. Segundo ele, sua reação foi resposta a uma situação de "evidente desrespeito" por parte de um jornalista que assumiu "postura muito diferente da situação de pressão própria do exercício da imprensa".

"Desrespeitado, retruquei. Fui, entretanto, infeliz na minha manifestação. Esta passou a impressão de que eu estava generalizando minha indignação para com a imprensa toda. Deixo claro: não tive qualquer intenção de generalizar, e nem generalizei. Não é esta a opinião que tenho sobre esta instituição. Sei de sua fundamental importância para a consolidação da nossa democracia. Sempre mantive relação franca e respeitosa com os órgãos de comunicação e com os jornalistas. Esta é minha história política", disse Juca Ferreira.

O ministro reconheceu que a resposta foi "intempestiva". "Minha indignação, ainda que legítima, permitiu sua descontextualização. Por isto me penitencio".

Juca Ferreira termina a nota tentando, mais uma vez, esclarecer o episódio do polêmico folder. "Lembro, entretanto, dois fatos que repõem a questão do folder, objeto da polêmica, nos seus devidos eixos: um, que os parlamentares do Congresso Nacional haviam recebido antecipadamente uma cópia do folder; dois, que ele já havia sido distribuído na Câmara, no Dia Nacional da Cultura (5 de novembro), data em que não gerou qualquer tipo de manifestação de descontentamento. Concluindo: o folder foi usado como pretexto para não discutir um projeto que, indiscutivelmente, vai beneficiar milhões de brasileiros - o Vale-Cultura".

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