Ministro argentino diz ter provas de vínculo entre jornais e regime militar no país
Na última segunda-feira (4/11), o ministro argentino da Defesa, Agustín Rossi, apresentou diante das câmeras de televisão pastas de documentos da ditadura argentina (1976-1983).
Crédito:Reprodução Ministro diz que documentos apontam ligação de jornais com a ditadura argentina
Segundo a BBC Brasil, o ministro sugeriu que devido esta ligação os jornais teriam obtido o controle da empresa Papel Prensa, que fornece papel para outros diários do país. Os 1.500 documentos possuem listas de perseguidos políticos entre 1973 e 1983, incluindo artistas, escritores e políticos, de acordo com o governo.
Rossi afirmou que os arquivos apresentados na TV foram encontrados por um militar no subsolo do edifício Condor, sede da Força Aérea. O ministro disse ainda que, em meio à pilha de pastas, estariam "treze atas originais referentes ao tema Papel Prensa". Segundo ele, a venda da empresa, naquela época estava "diretamente relacionada à detenção da família Graiver", então dona da companhia.
Apesar de não ser a primeira denúncia em relação ao caso, o ministro disse que as pastas apresentam "documentos históricos", que confirmariam as acusações de autoridades. As declarações foram feitas sete dias após a Suprema Corte de Justiça declarar constitucionais os artigos da Lei de Meios, projeto que, segundo o governo, "democratiza" a imprensa e "acaba com os monopólios" do setor. Os jornais consideram o ato como perseguição política e restrição à liberdade de imprensa.
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