Ministra britânica sugere censura contra extremistas na TV e em redes sociais

Plano do governo é apresentar um projeto de lei ao Parlamento Conservador vencer as eleições de 2015

Atualizado em 01/10/2014 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última terça-feira (30/9), a ministra do Interior do Reino Unido, Theresa May, propôs que extremistas religiosos e grupos de extrema-direita sejam proibidos de usar a TV e redes sociais para disseminar sua ideologia.
Crédito:Divulgação Ministra do Reino Unido tenta barrar acesso de extremistas nos meios de comunicação
De acordo com a Agência O Globo, a proposta é implementar o filtro dos "valores britânicos" em todas as instâncias de atuação do governo. O .
Apenas neste ano, o Reino Unido retirou, desde janeiro, mais de 30 mil autorizações de proibições de sites com conteúdos considerados extremistas. Entre 2010 e 2014, foram retiradas 19 mil páginas do ar.
Nos anos 1990, o Reino Unido tentou implementar uma medida semelhante para grupos paramilitares separatistas irlandeses, que foram impedidos de aparecer na TV. Em resposta, líderes da Irlanda do Norte contrataram atores para propagar mensagens e a medida acabou realçando a causa separatista.
Analistas britânicos, entretanto, avaliam que neste caso o conteúdo a ser censurado é mais específico. A preocupação do governo é o retorno de cidadãos que se incorporaram à luta jihadista na Síria ou no Iraque e poderiam promover atentados em seus países.

Na última segunda-feira (29/9), foi divulgado o terceiro vídeo com o refém britânico John Cantlie, forçado a ser uma espécie de porta-voz dos jihadistas e simular um programa de TV. Desta vez, ele questionou diretamente a estratégia de ataques aéreos do presidente dos EUA Barack Obama.


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