Ministério Público Democrático lança campanha contra corrupção e pede apoio
Reunidos no “Seminário Controle da Corrupção”, realizado pelo Ministério Público Democrático (MPD) na última terça-feira, (4/9), em São Paul
o, o jornalista, historiador e editor da revista National Geographic Brasil Matthew Shirts debateu junto com o filósofo Mário Cortella a transparência e a cultura da corrupção no Brasil.
No mesmo evento foi lançada a campanha “Não aceito corrupção”. A iniciativa é encabeçada pelo Ministério Público Democrático (MPD). Lançada em 31 de maio, a campanha tem como objetivo contribuir para a mudança da cultura da corrupção no Brasil. “Sinalizar os danos causados pela corrupção e cuidar para não comprometer o direito das futuras gerações”, destacou Roberto Livianu, coordenador do MPD.
Entre uma das ações da campanha é utilizar os meios de comunicação para disseminar material comunicacional. A Confederação Brasileira de Futebol também está apoiando a campanha para institucionalizar a parceria. O MPD também está negociando com a MTV para que a campanha seja divulgada no "VMB 2012".
Para Cortella o principal aliado da corrupção é a omissão. “E a omissão nos conforma para não fazer nada e esperar que outras pessoas o façam”. O filósofo elogiou a iniciativa do MPD em mobilizar agentes cidadãos e a mídia para mudar a cultura da corrupção no Brasil. O filósofo ressalta que a corrupção não é natural nem normal, portanto, não deve ser vista como uma conduta de norma social, ainda que seja frequente.
Logo, para Cortella, é possível mudar a realidade da corrupção no Brasil por meio de mecanismos, mobilização e diversas outras ferramentas. “As pessoas se acostumam com aquilo que é podre na cidade, na nação e no planeta e aí está a ideia da cultura da corrupção. ‘Dizem, o que podemos fazer? Aqui é assim’”.
O jornalista Matthew Shirts, que é historiador e brasilianista, falou sobre o tempo em que chegou ao Brasil e o que viu por aqui. Também comparou a cultura brasileira com a estadunidense e falou sobre o conceito de jeitinho brasileiro. Apesar do prognóstico sobre corrupção, Shirts é otimista quanto ao potencial do país e tudo aquilo que ele tem para desenvolver e combater a corrupção. “Não seja aconselhável criar mais regras, mas importante desburocratizar, simplificar e colocar o cidadão em que ele é capaz de se identificar com o estado com a ideia de que está promovendo o bem comum”.
“O jornalismo é um enorme jeitinho no sentido de improvisação, colocar o veículo no ar no prazo estipulado, muitas vezes para cumprir prazo é obrigado a improvisar, cultura grande dentro da imprensa, não vejo de outra forma fora isso”.






