Ministério Público cobra de empresas jornalísticas mais segurança para repórteres

Depois dos casos de violência sofridos pelos jornalistas que cobriram os protestos contra a Copa do Mundo, na última quinta-feira (12/6), o

Atualizado em 14/06/2014 às 15:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP) cobrou das empresas de comunicação mais segurança para seus profissionais.
Crédito:Reprodução/ Twitter Carro do SBT foi depredado na última quinta-feira (12/6) Na última sexta-feira (13/6) o órgão pediu que as empresas adotem medidas para eliminar os riscos desse tipo de cobertura, informou a EFE. "É preciso dar garantias de segurança e liberdade de expressão aos profissionais da imprensa que trabalham na cobertura de grandes eventos e manifestações”, disse em comunicado a procuradora Mariana Flesch Fortes.
“Esses profissionais estão no olho do conflito e precisam ter toda a infraestrutura, apoio e equipamento de segurança que permitam realizar seu trabalho sem prejuízo à sua saúde", finalizou.

A recomendação foi feita depois que seis jornalistas ficaram feridos durante os protestos em São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), além de terem tido seu equipamento furtado e automóvel depredado. Para o Ministério Público, os profissionais de imprensa podem sofrer diversos tipos de ameaças, desde assédios a intimidações, daí a importância do reforço em sua segurança.

"O uso de equipamentos adequados de proteção podem evitar prejuízos irreparáveis, como na lamentável morte do cinegrafista Santiago Andrade, que foi atingido por um rojão enquanto cobria manifestação no Rio de Janeiro", alertou a procuradora, em referência ao profissional da Band, que morreu em fevereiro.