Ministério Público arquiva investigação sobre TV Assembleia

Ministério Público arquiva investigação sobre TV Assembleia

Atualizado em 18/03/2011 às 10:03, por Redação Portal IMPRENSA.

O Ministério Público de São Paulo arquivou a investigação que fazia ao jornalista e ex-diretor da TV Assembleia, Alberto Luchetti, informa a Folha de S. Paulo , nesta sexta-feira (18).
A Promotoria investigava as ligações dele com a Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), contratada em fevereiro para substituir a Fundação Padre Anchieta, da TV Cultura na operação da TV legislativa.
O MP afirma não ter encontrado irregularidades, apesar de a contratação da Fundac não ter licitação, e que não encontrou vínculos de Luchetti com a Fundação. Em dezembro, o diretor de comunicação da Assembleia, Antonio Denardi, disse à Folha que a Casa poderia contratar sem licitação, pois eram poucas as instituições com "know how" de operação de canais legislativos.
O promotor Airton Grazioli pediu para que a Fundac esclarecesse sua ligação com o jornalista ao que responderam "Ele não faz parte da diretoria, do conselho e nem é funcionário da entidade", porém o próprio jornalista já havia dito para a Folha que era "diretor de conteúdo na área de TV" da fundação em outra ocasião.Segundo a diretoria do sindicato dos jornalistas ele é considerado o número um na hierarquia da TV Assembleia.
As investigações começaram após uma reportagem da Folha revelando que além de dirigir a TV Assembleia, Luchetti também era consultor da Fundac no período das negociações. Luchetti nega ter uma posição de influência na Fundação e afirma ser um funcionário terceirizado. A sua empresa allTV, com transmissão pela internet, foi contratada para prestação de serviços e seu vínculo comercial era de consultor.
Luchetti está na Assembleia desde 2007 e diz ter sido convidado para estar à frente da TV do legislativo pelo então presidente da Casa, o tucano Vaz de Lima.Ele, no entanto, é apadrinhado também por deputados do PT, partido que comanda a Primeira Secretaria da Assembleia, à qual está subordinada a TV, informa o site Diário do Congresso.
Os advogados da Fundac disseram também ao promotor que ela nunca deu a Luchetti "poderes para que falasse ou agisse em nome da fundação."




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