'Minha vontade de trabalhar não envelhece', diz Roberto Carmona sobre 50 anos de carreira
Roberto Carmona completa cinquenta anos de carreira nesta quarta-feira (30/10). Paulista criado em Arapongas (PR), o jornalista esportivo é amigo de infância de Joseval Peixoto, apresentador do “SBT Brasil” e “Jornal da Manhã”, da rádio Jovem Pan.
Atualizado em 30/10/2013 às 16:10, por
Camilla Demario.
E foi graças a esta amizade que sua carreira na cobertura do futebol deslanchou.
Crédito:Reprodução/ Prefeitura de SP Roberto Carmona é repórter esportivo há 50 anos
“Eu fiz um curso técnico de contabilidade no Paraná e voltei para São Paulo para trabalhar na área. Um dia resolvi ver um jogo do Juventus, na Rua Javari, contra o Prudentina, time de Presidente Prudente, cidade onde eu morei, e encontrei com o Joseval lá. Ele disse ‘poxa, estou de procurando há um tempão! Eu saí da Band e estou indo para a Record, preciso de um repórter de campo. Você não quer ir lá fazer um teste?”, lembra.
Torcedor do Atlético Paranaense, Carmona já tinha soltado o gogó como jornalista esportivo algumas vezes, mas sempre de brincadeira. “Eu saí do interior justamente para fugir disso! (risos)”, lembra. O teste aconteceu em 30 de outubro de 1963 e no dia seguinte estava contratado.
Mesmo assim o jornalista confessa que, na época, não tinha certeza se deveria seguir na profissão. “Eu nunca sonhei ser repórter de esporte, tinha outros sonhos. Quando criança um vizinho tinha um caminhão de transporte e quando ele voltava de viagem eu perguntava ‘onde você foi?’, e ele sempre respondia ‘fui rodar o mundo’. Um dia eu perguntei ‘me leva para conhecer o mundo?’ Era isso que eu queria”, conta.
O sonho da infância se concretizou quando o trabalho na rádio começou a lhe render viagens – a primeira foi para cobrir o jogo do Palmeiras pela Copa Libertadores da América, em Montevidéu, Uruguai. De lá para cá, já foram duas voltas ao mundo. “Teve um período na rádio Globo que eu cobria Fórmula 1. Eu passava um fim de semana em casa outro na Europa”, conta.
Sobre o peso da rotina de uma extensa carreira, Carmona garante que não enjoou do futebol. “A minha vontade de trabalhar não envelhece nunca. Se eu não fosse jornalista, estaria no campo vendo jogos do mesmo jeito. Essa vontade não vai acabar nunca. E ainda me pagam para isso!”, diverte-se. Aposentadoria? Nem pensar. “O dia que não me verem trabalhando é porque eu fui para outro mundo”.
Crédito:Reprodução/ Prefeitura de SP Roberto Carmona é repórter esportivo há 50 anos
“Eu fiz um curso técnico de contabilidade no Paraná e voltei para São Paulo para trabalhar na área. Um dia resolvi ver um jogo do Juventus, na Rua Javari, contra o Prudentina, time de Presidente Prudente, cidade onde eu morei, e encontrei com o Joseval lá. Ele disse ‘poxa, estou de procurando há um tempão! Eu saí da Band e estou indo para a Record, preciso de um repórter de campo. Você não quer ir lá fazer um teste?”, lembra.
Torcedor do Atlético Paranaense, Carmona já tinha soltado o gogó como jornalista esportivo algumas vezes, mas sempre de brincadeira. “Eu saí do interior justamente para fugir disso! (risos)”, lembra. O teste aconteceu em 30 de outubro de 1963 e no dia seguinte estava contratado.
Mesmo assim o jornalista confessa que, na época, não tinha certeza se deveria seguir na profissão. “Eu nunca sonhei ser repórter de esporte, tinha outros sonhos. Quando criança um vizinho tinha um caminhão de transporte e quando ele voltava de viagem eu perguntava ‘onde você foi?’, e ele sempre respondia ‘fui rodar o mundo’. Um dia eu perguntei ‘me leva para conhecer o mundo?’ Era isso que eu queria”, conta.
O sonho da infância se concretizou quando o trabalho na rádio começou a lhe render viagens – a primeira foi para cobrir o jogo do Palmeiras pela Copa Libertadores da América, em Montevidéu, Uruguai. De lá para cá, já foram duas voltas ao mundo. “Teve um período na rádio Globo que eu cobria Fórmula 1. Eu passava um fim de semana em casa outro na Europa”, conta.
Sobre o peso da rotina de uma extensa carreira, Carmona garante que não enjoou do futebol. “A minha vontade de trabalhar não envelhece nunca. Se eu não fosse jornalista, estaria no campo vendo jogos do mesmo jeito. Essa vontade não vai acabar nunca. E ainda me pagam para isso!”, diverte-se. Aposentadoria? Nem pensar. “O dia que não me verem trabalhando é porque eu fui para outro mundo”.





