Militares mantém censura à imprensa em Honduras

Militares mantém censura à imprensa em Honduras

Atualizado em 03/07/2009 às 09:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Os militares hondurenhos -que no último domingo (28) chegaram ao poder por meio golpe de Estado - mantém fechadas emissoras de rádio e TV no país. Segundo noticiou o "Jornal da Globo", soldados do exército se postam em frente às sedes de veículos de comunicação em Tegucigalpa, capital do país.

O proprietário do Canal 36, veículo alvo de censura dos militares, Esdras Amado López, criticou na última quinta-feira (2) a inconstitucionalidade na restrição à imprensa em Honduras. "Eu exijo que as autoridades, que enchem a boca dizendo que são democráticas e que respeitam a Constituição da República, reabram o Canal 36 sem impor nenhuma condição e que os responsáveis pela invasão sejam submetidos aos tribunais de justiça por tão flagrante violação de liberdade de imprensa", disse o empresário.

Segundo López, a emissora permanece fora do ar há mais de 100 horas, após os militares a terem invadido no domingo. O empresário disse ainda que está atualmente mantida em segurança graças à intervenção da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

No último domingo, militares destituíram Miguel Zelaya do cargo de presidente em Honduras por suposta tentativa do governista em alterar a constituição local. O exército acusou o então chefe de estado de tentar aprovar medida legislativa que o daria direito a disputar um terceiro mandato em Honduras. Após a deposição, o exército iniciou forte restrição aos veículos de comunicação do país, com fechamentos de rádios e emissoras de TV.

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