Miguel Falabella volta a rebater acusações de racismo contra minissérie
"Cortam Machado de Assis nesse país", lamentou autor da série
Atualizado em 15/09/2014 às 11:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Diretor rebate críticas e denúncias de racismo contra a série
"Cortam Machado de Assis nesse país. Jogam fora o DNA literário de um povo. Você pode parar para pensar que país é este em que se simplifica um Machado de Assis? Você pode imaginar um jovem francês lendo Flaubert ou Balzac simplificado? Eu vou me preocupar com isso? Eu não, a gente vai morrer um dia. Não pode perder tempo, não", afirmou à Folha de S.Paulo.
O autor também lembrou o problema que teve com o título. "Ninguém queria 'Sexo e as Nêga'. Eu falei que era uma brincadeira, uma prosódia sofisticadíssima com o sotaque da periferia carioca que transforma o S em R. Eu queria falar das mulheres que lutam", disse.
"Para bom entendedor meia palavra basta e eu gostaria que o público pensasse, não quero mastigar tudo para o público. Eu não posso dizer que sou uma pessoa extremamente censurada por que eu sou brigão. Brigo e várias vezes ganho a causa. Mas, às vezes, não ganho", acrescentou.
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