Mídias impressas no Irã podem ser fechadas caso publiquem matérias sobre oposição
Mídias impressas no Irã podem ser fechadas caso publiquem matérias sobre oposição
Atualizado em 18/10/2010 às 09:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Ministério da Cultura do Irã alertou as mídias impressas do país que, caso publiquem notícias sobre a oposição, serão fechadas. Segundo analistas, a medida pretende eliminar os críticos ao governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
O Ministério da Cultura iraniano é o responsável por supervisionar as atividades da imprensa local e estrangeira no Irã. O representante do órgão, Ehsan Ghazizadeh, disse que, além de publicar matérias sobre a oposição, os veículos não podem divulgar declarações e fotos dos oposicionistas.
De acordo com informações da Reuters, alguns ativistas que lutam por reformas políticas no país foram presos e condenados a vários anos de prisão nas últimas semanas. Além disso, sites e publicações pró-reformistas foram fechados desde a polêmica eleição presidencial em junho de 2009, que reelegeu Ahmadinejad.
A proibição feita aos veículos impressos do Irã dificulta o contato entre líderes da oposição, como os candidatos derrotados Mirhossein Mousavi e Mehdi Karoubi, e os iranianos.
Na última semana, a correspondente do jornal El País em Teerã, Ángeles Espinosa, teve o visto suspenso no Irã. A jornalista havia sido detida em julho após entrevistar Ahmad Montazerí, filho do falecido ayatolá reformista Hosein Ali Montazerí. Desde que foi presa, Ángeles estava sem sua credencial de imprensa.
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O Ministério da Cultura iraniano é o responsável por supervisionar as atividades da imprensa local e estrangeira no Irã. O representante do órgão, Ehsan Ghazizadeh, disse que, além de publicar matérias sobre a oposição, os veículos não podem divulgar declarações e fotos dos oposicionistas.
De acordo com informações da Reuters, alguns ativistas que lutam por reformas políticas no país foram presos e condenados a vários anos de prisão nas últimas semanas. Além disso, sites e publicações pró-reformistas foram fechados desde a polêmica eleição presidencial em junho de 2009, que reelegeu Ahmadinejad.
A proibição feita aos veículos impressos do Irã dificulta o contato entre líderes da oposição, como os candidatos derrotados Mirhossein Mousavi e Mehdi Karoubi, e os iranianos.
Na última semana, a correspondente do jornal El País em Teerã, Ángeles Espinosa, teve o visto suspenso no Irã. A jornalista havia sido detida em julho após entrevistar Ahmad Montazerí, filho do falecido ayatolá reformista Hosein Ali Montazerí. Desde que foi presa, Ángeles estava sem sua credencial de imprensa.
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