Mídia Ninja pede dinheiro do público para ampliar alcance da cobertura jornalística

O coletivo de jornalismo Mídia Ninja (sigla de Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação) faz planos para o futuro. O grupo vai lançar umacampanha de financiamento coletivo para dar estrutura às equipes de produção e, em seguida, do site oficial, que deve abranger conteúdo de grupos espalhados por todo o país.

Atualizado em 05/08/2013 às 11:08, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Divulgação Grupo precisa de investimentos para expandir cobertura em todo o Brasil


"O nosso ideal é ajudar a criar uma rede financeiramente viável que dê conta não só da demanda do público por informação de qualidade, mas também da oferta de jornalistas que não encontram vagas no mercado ou que estão sendo despedidos das grandes redações", disse Bruno Torturra, um dos membros do grupo em São Paulo.


Segundo a BBC Brasil, o grupo também pretende responder aos pedidos do público e dos críticos por mais textos e material editado pelos jornalistas. Atualmente, mais de 20 pessoas se dedicam à produção de conteúdo para o Mídia Ninja em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador.


"Um número um pouco maior de pessoas nos dá apoio, inclusive offline (não apenas nas transmissões na internet). Depois temos ainda centenas de pessoas que são colaboradoras eventuais, mandam uma foto, um parágrafo. É algo que nem dá pra contar, vem em fluxo. E agora (depois do início das manifestações) temos mais de 1.500 pessoas inscritas para trabalhar para o Mídia Ninja, que ainda não organizamos e não sabemos como vamos organizar", afirma.


De acordo com Torturra, o grupo conta somente com parte dos recursos da rede Fora do Eixo e com o investimento voluntário da sua própria equipe.


O produtor cultural Pablo Capilé, um dos fundadores do Fora do Eixo, afirmou em entrevista ao jornal Valor Econômico , que a rede arrecada dinheiro através de eventos e atividades organizadas pelos coletivos e por editais ou licitações públicas. No entanto, o dinheiro de editais equivaleria a entre 3% e 7% do caixa.


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