"Mídia não consegue acompanhar as transformações no país", diz Franklin Martins
O ex-ministro apontou os problemas na indústria da comunicação no Brasil, em um seminário realizado na última segunda-feira, em SP.
Atualizado em 29/04/2014 às 14:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, falou na última segunda-feira (28/4) num seminário promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). Segundo ele, a imprensa brasileira não conseguiu acompanhar a evolução democrática do país.
Crédito:Agência Brasil Para ex-ministro, rádio e TV não acompanharam as transformações democráticas do país
"O Brasil se tornou um país democrático nos últimos dez, 12 anos, e não cabe mais no cercadinho dos grupos oligopolizados de comunicação. O rádio e a televisão não conseguem acompanhar as transformações no país", afirmou o jornalista, segundo informações da Rede Brasil Atual. "Queiram ou não os grandes grupos, terá de haver uma nova pactuação. Seguramente, temos a legislação mais antiquada do mundo", completou.
Venicio Lima, consultor do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, completou a fala de Martins dizendo que o atual sistema de concessão para veículos de comunicação "é totalmente assimétrico em relação a outros serviços públicos regulados, desatualizado, não regulamentado, omisso em relação à propriedade privada". Além disso, ele afirmou que, na prática, esse atraso resulta "no cerceamento da liberdade de expressão da maioria da sociedade brasileira".
Além de Martins e Lima, participaram também do evento Sebastian Rollandi, diretor de Relações Institucionais e Comunitárias da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca); Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; João Felício, secretário de Relações Internacionais da CUT; e Adi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP. O seminário faz parte da agenda especial do Sindicato para a comemoração do dia 1 de maio, Dia do Trabalho.
Crédito:Agência Brasil Para ex-ministro, rádio e TV não acompanharam as transformações democráticas do país
"O Brasil se tornou um país democrático nos últimos dez, 12 anos, e não cabe mais no cercadinho dos grupos oligopolizados de comunicação. O rádio e a televisão não conseguem acompanhar as transformações no país", afirmou o jornalista, segundo informações da Rede Brasil Atual. "Queiram ou não os grandes grupos, terá de haver uma nova pactuação. Seguramente, temos a legislação mais antiquada do mundo", completou.
Venicio Lima, consultor do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, completou a fala de Martins dizendo que o atual sistema de concessão para veículos de comunicação "é totalmente assimétrico em relação a outros serviços públicos regulados, desatualizado, não regulamentado, omisso em relação à propriedade privada". Além disso, ele afirmou que, na prática, esse atraso resulta "no cerceamento da liberdade de expressão da maioria da sociedade brasileira".
Além de Martins e Lima, participaram também do evento Sebastian Rollandi, diretor de Relações Institucionais e Comunitárias da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca); Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; João Felício, secretário de Relações Internacionais da CUT; e Adi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP. O seminário faz parte da agenda especial do Sindicato para a comemoração do dia 1 de maio, Dia do Trabalho.





